As obras de requalificação do Centro de Saúde e de ampliação do Serviço de Urgência Básica (SUB) de Castro Verde continuam a decorrer “dentro da normalidade”, mas o financiamento da empreitada permanece um desafio “muito complexo”. A garantia e o alerta foram deixados por António José Brito, Presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, que defende a urgência de encontrar novas fontes de verbas perante a incerteza do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O autarca reconhece as limitações do modelo atual de financiamento comunitário, sublinhando que cabe à tutela garantir soluções financeiras que não penalizem o município.
“É um problema muito complexo (…). Todos percebemos bem que dificilmente haverá um prolongamento do prazo do PRR. Agora, o Estado — o Governo, neste caso o Ministério da Saúde — tem que ter a capacidade de encontrar vias de financiamento alternativas”, afirmou António José Brito.
Para o edil castrense, a autarquia assumiu um papel que ultrapassa as suas competências diretas para viabilizar a intervenção na saúde local:
“A Câmara já está a substituir o Governo neste trabalho. A Câmara está a fazer aquilo que devia ser o Governo a fazer. E, portanto, não pode ser penalizada por esta incapacidade de se prolongar ou de se assegurar financiamento com dimensão suficiente para se fazer as obras.”
Empreitada avança e diálogo prossegue
Apesar dos constrangimentos financeiros, os trabalhos no terreno prosseguem a bom ritmo. O município mantém contactos com diversas entidades para assegurar a conclusão do projeto.
“Neste momento a obra está a decorrer dentro da normalidade, está a avançar e creio que isso continuará no próximo futuro”, garantiu o presidente da câmara, acrescentando que o autarquia está “empenhada em diálogo com o Ministério da Saúde, com a CCDR Alentejo e com a ULSBA para, em conjunto, conseguirmos uma solução.”
Impacto regional na saúde
António José Brito reforçou a relevância estratégica do SUB de Castro Verde, lembrando que a requalificação da infraestrutura extravasa as fronteiras do concelho e serve toda a região do Baixo Alentejo e zonas vizinhas.
“A resolução deste problema — que é a requalificação do Centro de Saúde e a ampliação do Serviço de Urgência — é, naturalmente, a resolução de um problema que afeta as pessoas não só do concelho de Castro Verde, mas também do conjunto dos concelhos aqui à nossa volta: Alvito, Ourique, Almodôvar, Mértola e até outros concelhos vizinhos, mesmo do Algarve”, concluiu.
























