A cidade de Beja vai receber um Refúgio Climático no âmbito do PRO NAT.URBE – Programa de Ação para a Resiliência e Restauro da Natureza em Áreas Urbanas, um projeto que pretende reforçar a resiliência da cidade às alterações climáticas e aumentar a qualidade dos espaços verdes urbanos.
O compromisso que formaliza a implementação do projeto foi assinado esta terça-feira, durante uma cerimónia realizada em Beja, que contou com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro.
Com conclusão prevista até 2028, a intervenção contempla a requalificação de várias zonas do Jardim Público, a renaturalização da linha de água do Barranco do Poço dos Frangos até ao Pelame, o reforço da arborização urbana e a criação de novas áreas de sombra, medidas que visam melhorar o conforto térmico e a qualidade de vida da população.
Durante a sessão foi igualmente divulgado que o coberto arbóreo urbano de Beja representa atualmente cerca de 2% da área da cidade, um valor significativamente inferior ao limiar de 10% definido pelo Regulamento Europeu do Restauro da Natureza. Este indicador foi apontado como um dos principais fatores que justificam a escolha de Beja para integrar este projeto-piloto.
Na sua intervenção, Maria da Graça Carvalho recordou uma visita anterior ao Jardim Público, durante a qual verificou que o espaço não oferecia as condições desejáveis para proporcionar zonas de sombra e frescura nos períodos de maior calor. A ministra explicou que essa constatação levou ao desafio lançado ao Município de Beja para integrar o grupo das seis cidades portuguesas selecionadas para desenvolver o PRO NAT.URBE.
Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro, destacou a importância do investimento para o futuro do concelho, considerando que o projeto representa uma oportunidade para tornar a cidade mais verde, sustentável e preparada para enfrentar os efeitos das alterações climáticas.



















