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Terça-feira, Junho 16, 2026

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Investimento de 400 milhões coloca mina de Aljustrel na vanguarda da mineração moderna

A mina de Aljustrel, no distrito de Beja, recebeu um investimento superior a 400 milhões de euros nas áreas industrial e energética, reforçando a posição da exploração mineira como uma referência na mineração moderna em Portugal.

O projeto, designado “Feeding the Global Energy Transition”, desenvolvido pela ALMINA – Minas de Portugal, foi inaugurado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, que destacou a importância estratégica deste investimento para o reforço da autonomia, independência e soberania do país no setor dos recursos minerais.

Durante a cerimónia, que contou também com a presença dos ministros da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, o chefe do Governo sublinhou que esta aposta representa um passo decisivo na construção de um país mais moderno, produtivo e preparado para os desafios futuros.

Antes da inauguração, Luís Montenegro visitou o interior da mina e salientou ainda o trabalho do Governo no desenvolvimento de uma estratégia nacional para os recursos geológicos, baseada na simplificação administrativa e numa maior articulação entre entidades.

Implementado ao longo dos últimos cinco anos, o projeto contou com cerca de 128 milhões de euros de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e permitiu aumentar significativamente a capacidade da lavaria industrial, que passa agora a processar até seis milhões de toneladas anuais de cobre e zinco, em simultâneo.

Entre os investimentos realizados destaca-se também a instalação de uma unidade de produção de energia solar fotovoltaica para autoconsumo, com uma capacidade superior a 40 mil megawatts-hora por ano.

Para o presidente do conselho de administração da ALMINA, Humberto Costa Leite, este momento representa um marco histórico para a empresa e para o setor mineiro nacional, defendendo que a mineração é essencial para a transição energética e para a revolução digital, sobretudo através de metais como o cobre e o zinco.

O responsável destacou ainda que o projeto permite otimizar a produção, reduzindo custos e aumentando o valor gerado, ao possibilitar o processamento simultâneo dos dois minérios.

A empresa tem também em perspetiva novos investimentos, nomeadamente cerca de 150 milhões de euros para o desenvolvimento do jazigo de Gavião, aguardando ainda a respetiva avaliação de impacto ambiental.

Paralelamente, a ALMINA pretende avançar com a exploração experimental do jazigo de Albernoa, após investimentos em prospeção que indicam um elevado potencial económico.

Humberto Costa Leite alertou, contudo, para os entraves burocráticos que têm atrasado alguns processos, apelando a uma maior agilidade por parte do Estado, de forma a facilitar o investimento e a criação de riqueza.

O gestor sublinhou ainda o peso dos custos energéticos na atividade, que ultrapassam os dois milhões de euros mensais, defendendo a necessidade de decisões estruturais e de longo prazo nesta área.

Rádio castrense / LUSA

FOTO: ALMINA

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