Últimas Noticias

Preços das casas continuam a bater recordes em Portugal – Beja destaca-se entre as maiores subidas do país

Os preços das casas em Portugal continuam em trajetória ascendente e voltaram a atingir um novo máximo histórico em junho de 2026, apesar de um ligeiro abrandamento no ritmo de crescimento.

De acordo com o índice de preços do idealista, comprar casa no país passou a custar 3.156 euros por metro quadrado, mais 8,9% do que no mesmo mês do ano passado. Ainda assim, o aumento representa uma desaceleração face aos 10,2% registados em maio.

O mercado imobiliário mantém-se pressionado pela falta de oferta, num contexto em que a procura continua elevada, o que tem impedido uma correção significativa dos preços.

Beja entre as maiores subidas do país

No panorama nacional, a cidade de Beja volta a destacar-se entre as capitais de distrito com maior valorização. Os preços da habitação subiram 23,5% em termos homólogos, colocando a capital do Baixo Alentejo no grupo das cidades com aumentos mais expressivos do país.

Apesar desta subida acentuada, Beja mantém-se entre as cidades mais acessíveis para comprar casa. O preço mediano fixou-se nos 1.516 euros por metro quadrado, bem abaixo dos grandes centros urbanos como Lisboa e Porto.

Alentejo lidera valorização regional

A nível regional, o Alentejo continua a destacar-se como a região onde os preços mais sobem em Portugal, com uma valorização de 18,7% no último ano, a mais elevada do país.

No conjunto dos distritos e ilhas analisados, os dados mostram que os preços aumentaram praticamente em todo o território nacional, com exceção da ilha do Faial, que registou uma descida.

Lisboa continua a ser o mercado mais caro

Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para comprar casa, com 6.107 euros/m², seguida do Porto, Funchal e Faro.

No extremo oposto, cidades como Guarda, Bragança, Castelo Branco e Portalegre continuam a apresentar os valores mais baixos do país.

Mercado dá sinais de abrandamento, mas sem correção de preços

Segundo o porta-voz do idealista, Ruben Marques, o mercado começa a dar sinais de moderação, mas a escassez de oferta continua a sustentar a subida dos preços.

Enquanto a procura se mantiver elevada e o número de imóveis disponíveis limitado, não se perspetiva uma descida significativa no curto prazo.

O setor imobiliário em Portugal continua, assim, a registar máximos históricos consecutivos, num contexto de forte pressão sobre o acesso à habitação.

Latest Posts

Não perder