A Força Operacional Conjunta (FOCON), composta por 62 operacionais portugueses, regressa a Portugal esta sexta-feira, após ter estado destacada na Venezuela no seguimento dos sismos que atingiram aquele país sul-americano. A chegada está prevista para a Base Aérea n.º 11, em Beja, cerca das 10h45, num voo da Força Aérea.
Durante mais de uma semana, a equipa portuguesa integrou operações internacionais de busca e salvamento na região de La Guaira, uma das zonas mais afetadas pelos abalos sísmicos. No terreno, os operacionais trabalharam em estreita articulação com as autoridades locais e equipas de vários países.
A missão ficou particularmente marcada pelo resgate de um homem de 44 anos, que permaneceu sete dias soterrado nos escombros de um parque de estacionamento de um centro comercial. A vítima foi localizada e retirada com sucesso após cerca de 76 horas consecutivas de operações, numa ação que evidenciou a capacidade técnica e a resistência dos elementos envolvidos.
A operação portuguesa decorreu no âmbito do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, demonstrando a prontidão e eficácia de Portugal na mobilização de meios especializados para cenários de catástrofe, contribuindo para o esforço internacional de apoio às populações afetadas.
A comitiva nacional integrou elementos da estrutura de comando e da Força Especial de Proteção Civil da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, do Instituto Nacional de Emergência Médica e da Guarda Nacional Republicana, contando ainda com o apoio de seis cães de busca e salvamento.
À chegada a Beja, a equipa será recebida por várias entidades oficiais, entre as quais o ministro da Administração Interna, Luís Neves, o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Manuel Moura, a embaixadora da Venezuela em Portugal, Mary Flores, e o comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, Mário Silvestre.
Recorde-se que os sismos, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter, ocorreram a 24 de junho, a cerca de 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, tendo sido seguidos por centenas de réplicas.
Segundo o mais recente balanço oficial, a tragédia provocou pelo menos 3.811 mortos e 16.740 feridos. Entre as vítimas mortais contam-se mais de uma centena de portugueses e lusodescendentes, enquanto dezenas permanecem desaparecidos ou sem contacto.
A base de operações da missão portuguesa esteve instalada em Catia la Mar, também na região de La Guaira, uma área com forte presença da comunidade portuguesa e uma das mais afetadas pelos sismos.
Rádio Castrense / Lusa



















