Os profissionais de saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica vão estar em greve esta sexta-feira, 9 de outubro, numa paralisação que será acompanhada por uma manifestação nacional em Lisboa.
A concentração está marcada para as 14h00, junto ao Ministério da Saúde, seguindo-se uma deslocação até à Presidência do Conselho de Ministros. A iniciativa é promovida pelo Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), que contesta a proposta apresentada pelo Governo para a revisão da tabela salarial.
Segundo o sindicato, a maioria dos profissionais rejeitou o denominado “acordo de princípios”, considerando que a proposta não resolve várias das situações de desigualdade existentes na carreira.
Entre as principais críticas estão a transição para a nova estrutura remuneratória, a contabilização dos pontos acumulados, as posições remuneratórias e as diferenças existentes relativamente a outras carreiras da Administração Pública.
O STSS defende que a transição para a nova tabela salarial deve ser feita sem perda dos pontos acumulados ao longo da carreira, considerando esta uma condição essencial para uma solução que respeite o percurso profissional dos trabalhadores.
Apesar da mobilização, o STSS garante que continua disponível para negociar com o Governo. O presidente do sindicato, Luís Dupont, considera que o prolongamento do conflito resulta da ausência de uma resposta às reivindicações apresentadas durante o processo negocial.
“Demos tempo ao Governo para responder, procurámos todas as vias de diálogo e mantivemos sempre disponibilidade para negociar”, afirma o dirigente sindical, defendendo que ainda existe margem para um entendimento.
O sindicato já tinha solicitado uma audiência urgente ao primeiro-ministro e reuniões com os grupos parlamentares da Assembleia da República, depois de os seus associados terem recusado subscrever o acordo de princípios apresentado pelo Governo.
O STSS alerta que a contestação poderá prolongar-se para além da greve desta sexta-feira. Estão previstas ações descentralizadas nas Unidades Locais de Saúde (ULS) durante os meses de outubro e novembro.
Caso não sejam apresentadas novas respostas pelo Governo, o sindicato prevê ainda uma nova greve nacional de dois dias no final de novembro.
Para Luís Dupont, qualquer acordo terá de representar uma “valorização efetiva” da tabela salarial. O sindicato afirma, por isso, que continuará a recorrer às vias sindical, política, institucional e jurídica para defender as reivindicações dos profissionais.
A greve e a manifestação desta sexta-feira inserem-se, assim, num processo de contestação que poderá ter impacto no funcionamento dos serviços de diagnóstico e terapêutica nas unidades de saúde, dependendo da adesão dos trabalhadores em cada estabelecimento.





















