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Ordem dos Psicólogos alerta para continuidade dos programas de saúde mental no Ensino Superior

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) alerta para o risco de interrupção dos programas de promoção da saúde mental desenvolvidos nos últimos três anos nas instituições de Ensino Superior. A entidade defende que o novo programa SOMA+ Academia seja acompanhado de financiamento previsível e implementado sem períodos de interrupção.

A preocupação foi manifestada pela Bastonária da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Sofia Ramalho, que considera essencial garantir a continuidade das respostas de apoio psicológico, prevenção e promoção da saúde mental dirigidas à população académica.

“A promoção da Saúde Mental não se faz em ciclos isolados de três anos, consoante os apoios externos surgem ou não”, afirma Sofia Ramalho, defendendo que uma eventual interrupção poderá comprometer o trabalho desenvolvido pelas instituições.

O Programa para a Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior contou com um financiamento de 12 milhões de euros e permitiu apoiar 40 projetos em 68 universidades e institutos politécnicos, públicos e privados. Entre os resultados alcançados estão a criação e o reforço de serviços de apoio psicológico, programas de prevenção e iniciativas de promoção da saúde mental.

Segundo a OPP, estes projetos permitiram também contratar psicólogos e reforçar a capacidade de resposta das instituições perante situações de sofrimento psicológico, bem como desenvolver ações de literacia em saúde mental, formação da comunidade académica e identificação precoce de situações de risco.

A Ordem considera que estes mecanismos são particularmente importantes numa fase da vida marcada por mudanças significativas. A entrada no Ensino Superior pode coincidir com o afastamento das redes familiares e sociais e com um período de transição para a idade adulta, aumentando a exigência emocional e psicológica sobre muitos estudantes.

A OPP chama agora a atenção para a transição para o SOMA+ Academia, programa anunciado pelo Governo, defendendo que a mudança deve ser acompanhada de financiamento efetivo e previsível.

“O novo programa tem de ser implementado o quanto antes, para evitar interrupções nas respostas de apoio, a perda dos profissionais e a capacidade instalada das instituições”, sublinha Sofia Ramalho.

Para a organização, a interrupção dos projetos poderá significar a perda de parte do investimento realizado e dificultar a continuidade de respostas que já estão integradas nas instituições de Ensino Superior.

“A prevenção exige continuidade. Não se trata de uma necessidade temporária. A necessidade é permanente”, reforça a Bastonária.

A Ordem dos Psicólogos defende, assim, que a promoção da saúde mental no Ensino Superior deve ser encarada como uma estratégia permanente, capaz de garantir acompanhamento aos estudantes, prevenir problemas de saúde psicológica e contribuir para a sua inclusão e permanência académica.

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