O preço das casas no distrito de Beja continua a aumentar. Em setembro, o valor mediano dos imóveis colocados à venda atingiu os 1.515 euros por metro quadrado no conjunto do distrito, mais 12,2% do que no mesmo mês do ano passado, segundo o índice de preços do idealista.
Na cidade de Beja, a subida foi ainda mais acentuada. Os preços aumentaram 14,4% em termos homólogos, colocando a capital de distrito entre as localidades portuguesas onde a habitação mais valorizou durante o último ano.
Apesar do aumento, Beja continua a apresentar preços significativamente abaixo dos valores praticados nos principais mercados imobiliários nacionais. Na cidade, comprar casa custava, em setembro, uma mediana de 1.540 euros por metro quadrado.
No conjunto dos distritos e ilhas analisados, Beja registou uma das valorizações mais expressivas, embora fique atrás de territórios como Guarda, Santarém, Évora, Portalegre, Viseu e Leiria. A subida de 12,2% no distrito coloca-o, ainda assim, acima da evolução registada em vários outros territórios.
A diferença entre a cidade e o conjunto do distrito também é visível nos preços. Enquanto Beja apresenta um valor mediano de 1.540 euros por metro quadrado, o distrito fixa-se nos 1.515 euros.
A evolução registada em Beja acompanha uma tendência nacional de subida dos preços da habitação. Em Portugal, o valor mediano chegou aos 3.228 euros por metro quadrado em setembro, mais 7,9% do que há um ano, atingindo um novo máximo histórico.
No contexto regional, o Alentejo registou uma valorização anual de 13,2%, a segunda maior do país, apenas ligeiramente abaixo do Centro, que apresentou uma subida de 13,3%.
Mesmo com esta evolução, o Alentejo mantém preços inferiores aos das regiões mais caras do país. O preço mediano na região situa-se nos 2.198 euros por metro quadrado, enquanto a Área Metropolitana de Lisboa lidera com 4.501 euros e o Algarve surge com 4.216 euros.
Os dados mostram, assim, que o mercado habitacional de Beja continua a acompanhar a tendência de valorização nacional, embora os preços praticados no distrito permaneçam entre os mais baixos do país.





















