Em causa esteve a votação da redução da taxa de participação variável do IRS de 4% para 3%. Os socialistas esclarecem a abstenção na Assembleia Municipal e acusam o PSD de incoerência em relação a 2022.
O Partido Socialista de Almodôvar veio a público reagir às críticas da bancada do PSD no seguimento da última Reunião de Assembleia Municipal, realizada a 30 de setembro de 2026, onde foi debatida a fixação da taxa de participação variável do IRS aplicada no concelho.
Em nota emitida, o PS rejeita as acusações de “incoerência” e nega estar contra a descida da taxa de 4% para 3% de devolução aos contribuintes, justificando a sua posição com a “necessidade de defender um maior equilíbrio e justiça social”.
Diferença de posições e o debate sobre a classe média-baixa
Na Assembleia Municipal de Almodôvar, na passada semana, a bancada socialista optou pela abstenção na hora de votar a redução proposta. O partido explica que a decisão decorre de reflexões internas de deputados municipais com “larga experiência autárquica”, que questionam o real alcance e benefício da medida para as famílias de menores rendimentos.
De acordo com o PS, a medida tem um impacto reduzido na classe média-baixa, cujos agregados acabam por receber apenas “cêntimos ou não receber nada”. Os socialistas defendem que, ao manter-se uma taxa mais elevada, a verba arrecadada pela Câmara Municipal poderia ser redistribuída e reinvestida de forma a beneficiar “todos os contribuintes sem exceção no concelho”.
Para demonstrar que não há oposição por princípio à medida, a estrutura partidária recorda que os vereadores socialistas Fábio Eugénio e Ana Carmo votaram favoravelmente a esta mesma proposta na reunião do Executivo Municipal que antecedeu a Assembleia.
PS aponta contradição ao PSD
No mesmo comunicado, os socialistas viram o foco do debate para a bancada do Partido Social Democrata, acusando os sociais-democratas de mudarem de posição por razões táticas. Segundo o PS, alguns dos atuais deputados do PSD haviam votado contra uma proposta idêntica em 2022, optando agora pelo voto favorável “porque fica bem”.
O PS apela ainda a que o executivo camarário se concentre no seu trabalho de gestão do município em vez de tentar projetar uma imagem negativa da oposição, sublinhando que a narrativa de atribuir responsabilidades ao Partido Socialista deixa de fazer sentido, uma vez que não são eles a liderar a autarquia.





















