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Mértola abre portas do novo Centro Escolar à comunidade educativa

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O Município de Mértola vai promover, no próximo dia 7 de agosto, um Dia Aberto no novo Centro Escolar da vila, convidando pais e encarregados de educação a conhecerem de perto o equipamento que irá acolher os alunos no próximo ano letivo.

A iniciativa decorre entre as 09h30 e as 17h30 e pretende dar a conhecer as várias valências do edifício, permitindo aos visitantes explorar os espaços de aprendizagem, áreas de recreio e zonas de apoio disponíveis.

Segundo a autarquia, este novo Centro Escolar representa um investimento significativo na modernização das infraestruturas educativas do concelho, oferecendo condições mais adequadas, funcionais e confortáveis para alunos, professores e restante comunidade escolar.

Durante o dia, os participantes terão a oportunidade de visitar todas as áreas do equipamento e perceber de que forma o espaço foi pensado para promover o sucesso educativo e o bem-estar das crianças.

O Município reforça o convite à participação, sublinhando que este momento pretende aproximar a comunidade da escola e apresentar um projeto considerado estruturante para o futuro da educação em Mértola.

Deputado do CHEGA critica Governo e alerta para crise na saúde no Baixo Alentejo

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A eventual cessação de contrato de 16 médicos de família no Baixo Alentejo está a gerar preocupação quanto ao impacto no acesso aos cuidados de saúde primários na região. Segundo dados avançados pela Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), cerca de 30 mil utentes poderão ficar sem acompanhamento médico até ao final do ano.

A escassez de profissionais de saúde na região não é recente. Já em 2014, a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) recorria à contratação de médicos estrangeiros para colmatar vagas que ficavam por preencher. Nos últimos anos, o problema tem-se agravado: no final de 2024, cerca de 12 mil utentes não tinham médico de família, número que subiu para 19 mil em julho de 2025. Em março deste ano, eram ainda 18.628 as pessoas sem acompanhamento médico atribuído.

Entretanto, alterações recentes nas regras de contratação de médicos tarefeiros levantaram novas preocupações quanto à continuidade dos cuidados prestados, sobretudo em territórios mais carenciados como o Baixo Alentejo.

Em reação a esta situação, o deputado do CHEGA António Carneiro, eleito pelo círculo de Beja, defende que “deve ser garantida, em primeiro lugar, a continuidade do acompanhamento médico das populações antes de qualquer alteração contratual”. O parlamentar sublinha que “não está em causa a nacionalidade dos profissionais, mas sim a necessidade de assegurar estabilidade e qualidade nos cuidados de saúde”.

António Carneiro sublinha que “o PS não pode fingir que este problema nasceu agora, depois de anos no Governo sem conseguir fixar médicos na região” e acrescenta que “o atual Governo também não pode aprovar uma lei e só depois perceber as consequências”.

O responsável alerta ainda para “o risco de afastamento de médicos que acompanham estas populações há vários anos, sem que existam substitutos disponíveis, o que poderá agravar ainda mais a resposta dos centros de saúde em concelhos como Beja, Moura, Serpa, Aljustrel e Almodôvar”.

Perante este cenário, António Carneiro “exige esclarecimentos ao Ministério da Saúde sobre quais as unidades de saúde que poderão ser afetadas, o número de utentes em risco e as soluções previstas para garantir a continuidade dos cuidados”.

A situação volta assim a colocar em evidência as dificuldades estruturais na fixação de médicos no interior do país, com impacto direto na qualidade de vida das populações do Baixo Alentejo.

Alentejo 2030 abre concurso de 4,5 milhões de euros para Reabilitação Urbana

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O Programa Regional Alentejo 2030 tem abertas candidaturas a um novo aviso de apoio à reabilitação e regeneração urbanas, disponibilizando uma dotação de 4,5 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). O objetivo é financiar projetos que contribuam para a qualificação e revitalização dos centros urbanos da região, reforçando a sua atratividade, promovendo a fixação de população e melhorando a qualidade de vida dos cidadãos.

O concurso apoia intervenções de reabilitação de edifícios, requalificação de espaços públicos e criação de novos equipamentos coletivos e espaços urbanos de referência, privilegiando soluções alinhadas com os princípios da New European Bauhaus, da eficiência energética, da sustentabilidade ambiental e da inclusão social.

Podem candidatar-se os municípios de Alcácer do Sal, Aljustrel, Almeirim, Beja, Benavente, Cartaxo, Castro Verde, Coruche, Estremoz, Évora, Grândola, Montemor-o-Novo, Moura, Odemira, Reguengos de Monsaraz, Rio Maior, Santarém, Santiago do Cacém, Serpa, Sines e Vendas Novas.

A taxa máxima de comparticipação do FEDER é de 85%, sendo a dotação financeira distribuída pelas Comunidades Intermunicipais do Baixo Alentejo, Alentejo Central, Lezíria do Tejo e Alentejo Litoral, com o Baixo Alentejo a concentrar a maior parcela do financiamento, superior a 1,6 milhões de euros.

Entre os principais objetivos do aviso estão a valorização dos espaços públicos, a melhoria da eficiência energética dos edifícios, a promoção da mobilidade urbana sustentável, a criação de ambientes urbanos mais inclusivos e acessíveis e o reforço da coesão territorial. As operações apoiadas deverão contribuir para tornar os centros urbanos mais atrativos para residentes, visitantes, investimento e atividade económica.

As candidaturas decorrem em regime faseado, sendo a primeira data de encerramento a 31 de agosto de 2026. O período de submissão mantém-se aberto até 30 de junho de 2027.

IP avança com projeto para requalificar ligação entre Vila Nova de São Bento e Ficalho por 650 mil euros

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A Infraestruturas de Portugal (IP) deu início ao processo para a reabilitação de um troço estratégico no concelho de Serpa, ao lançar um concurso público destinado à elaboração do projeto de execução para a intervenção na estrada que liga Vila Nova de São Bento à fronteira de Ficalho.

O procedimento, com um valor base fixado em 650 mil euros (sem IVA), diz respeito exclusivamente à fase de projeto, sendo esta uma etapa prévia à futura obra no terreno. O contrato terá uma duração de 390 dias e não contempla possibilidade de renovação.

A intervenção incide sobre cerca de 15,7 quilómetros do IP8/EN260, num percurso que se inicia após o cruzamento com a EN392, em Vila Nova de São Bento, e se estende até à zona fronteiriça de Ficalho, atravessando também localidades como Vila Verde de Ficalho.

O futuro projeto deverá avaliar um conjunto alargado de melhorias, desde a requalificação do pavimento até à otimização do sistema de drenagem e à correção de traçados considerados críticos. Entre os aspetos em análise estão ainda o eventual alargamento das bermas, a reformulação de cruzamentos, a criação de rotundas e a reorganização de infraestruturas associadas, como paragens de transporte público e pontos de recolha de resíduos.

A componente de segurança rodoviária será igualmente central, incluindo nova sinalização, iluminação e intervenções em obras de arte e passagens hidráulicas. O caderno de encargos prevê também estudos ambientais, processos de expropriação e a definição de um plano de segurança e saúde.

IMAGEM MERAMENTE ILUSTRATIVA

Investimento de 1,57 milhões reforça abastecimento de água em Aljustrel

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O concelho de Aljustrel vai beneficiar de uma intervenção significativa ao nível do abastecimento de água, após a consignação da empreitada promovida pela Águas Públicas do Alentejo (AGDA). A obra, considerada estratégica para o território, representa um investimento superior a 1,57 milhões de euros.

A formalização do arranque do projeto decorreu nos Paços do Concelho, onde foi assinada a consignação entre a entidade gestora e a empresa responsável pela execução, estando prevista a conclusão dos trabalhos no prazo de um ano.

A intervenção abrangerá várias freguesias e inclui um conjunto de melhorias estruturais no sistema, nomeadamente a renovação de condutas e a criação de novas interligações entre infraestruturas. Um dos principais objetivos passa por aumentar a autonomia do Reservatório R12, reduzindo a sua dependência de outros pontos de abastecimento da vila.

Com estas alterações, o sistema deverá tornar-se mais equilibrado e eficiente, aliviando a pressão sobre a conduta de Santa Bárbara e garantindo uma distribuição mais regular da água, sobretudo em zonas que têm registado maiores dificuldades, como Vale d’Oca.

O projeto contempla ainda a requalificação de equipamentos fundamentais, incluindo os reservatórios de São João de Negrilhos e de Rio de Moinhos, bem como a conduta em alta que serve Messejana.

No total, a empreitada deverá ter impacto direto em cerca de sete mil habitantes, contribuindo para uma melhoria global da rede de abastecimento e para uma maior fiabilidade no fornecimento de água em todo o concelho.

LIVRE defende ambição política para novas Universidades Politécnicas de Beja e Portalegre

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A transformação do Instituto Politécnico de Beja e do Instituto Politécnico de Portalegre em Universidades Politécnicas é vista pelo partido LIVRE como um passo significativo para o reforço do ensino superior no Interior do país. Em comunicado, o Núcleo Territorial do Alentejo sublinha que esta mudança representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido por estas instituições ao longo das últimas décadas, ao nível do ensino, da investigação e da ligação ao território.

Para o partido, esta nova designação deve marcar o início de uma etapa mais ambiciosa, capaz de reforçar a atratividade da região para estudantes, docentes e investigadores, bem como impulsionar a inovação e o desenvolvimento económico, social e cultural do Alentejo.

Apesar do avanço, o LIVRE alerta para os desafios persistentes no Interior, como a perda de população, o envelhecimento demográfico, a dificuldade em fixar jovens qualificados e as desigualdades territoriais. Neste contexto, considera que o ensino superior pode ser determinante para inverter esta realidade, desde que acompanhado por uma estratégia política consistente e financiamento adequado.

O partido defende, por isso, um reforço do investimento público nas novas universidades, incluindo melhores condições para contratação e valorização de docentes, mais infraestruturas científicas, residências estudantis e apoio aos centros de investigação. Destaca ainda a importância da internacionalização e da cooperação com a região espanhola da Extremadura, bem como a criação de cursos alinhados com áreas estratégicas como a transição climática, gestão da água, energias renováveis, turismo sustentável, saúde e inovação digital.

O LIVRE sublinha também a necessidade de cooperação entre instituições de ensino superior da região, defendendo uma articulação entre a Universidade de Évora e as novas Universidades Politécnicas de Beja e Portalegre, de forma a criar uma rede complementar de conhecimento ao serviço do Alentejo.

Para o partido, esta evolução institucional constitui “uma excelente notícia”, mas alerta que o seu sucesso dependerá da capacidade do Estado em garantir os meios necessários para que estas instituições cumpram plenamente a sua missão. O LIVRE reafirma ainda “o compromisso com um ensino superior público de qualidade, descentralizado e inclusivo”, defendendo que “o desenvolvimento do país também passa pelo reforço do Interior”.

Uma em cada 10 casas vendidas em menos de uma semana — Beja acompanha tendência, mas mercado continua mais lento

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Cerca de 10% das casas colocadas à venda em Portugal no segundo trimestre de 2026 foram retiradas do mercado em menos de sete dias, revelando um segmento de “vendas relâmpago” no setor imobiliário. Os dados são do idealista, que analisou o comportamento do mercado a nível nacional, por capitais de distrito e por regiões.

Apesar destas vendas rápidas, a maioria dos imóveis continua a demorar mais tempo a encontrar comprador. Segundo o estudo, 18% das casas foram vendidas entre uma semana e um mês, 31% entre um e três meses e a maior fatia — 35% — entre três meses e um ano. Apenas 6% permaneceram no mercado por mais de 12 meses.

Capitais: Beja entre as cidades com vendas rápidas, mas também com prazos mais longos

Entre as capitais de distrito, Aveiro, Coimbra e Porto lideram nas vendas mais rápidas, com 11% dos imóveis vendidos em menos de sete dias. Logo a seguir surge Braga (10%) e o Funchal (9%).

Beja aparece num grupo intermédio, com 8% das casas vendidas em menos de uma semana — ao nível de Faro, Leiria e Viana do Castelo — demonstrando que também no Alentejo existem negócios a concretizar-se rapidamente.

No entanto, os dados mostram outra realidade relevante: Beja está também entre os mercados onde as vendas demoram mais tempo. Cerca de 39% dos imóveis são vendidos entre três meses e um ano, um valor acima da média nacional, o que evidencia um ritmo de absorção mais lento da oferta.

Distritos: Beja mantém equilíbrio, mas longe dos mais dinâmicos

Quando analisado o distrito de Beja, os números confirmam esta tendência mista. Cerca de 8% das casas são vendidas em menos de sete dias, um valor alinhado com várias regiões do país, mas ainda distante dos territórios mais dinâmicos, como o Porto e a ilha da Madeira, onde esse indicador atinge os 15%.

A maioria das transações no distrito distribui-se por prazos intermédios: 27% das casas são vendidas entre uma semana e um mês e outros 27% entre um e três meses. Já 35% dos imóveis demoram entre três meses e um ano a sair do mercado, enquanto apenas 3% ultrapassam esse período.

Mercado com ritmos distintos no país

A análise evidencia fortes assimetrias regionais. Enquanto zonas como o Porto e a Madeira registam maior rapidez nas vendas, outras regiões, sobretudo do interior, continuam a enfrentar prazos mais longos.

Ainda assim, o facto de uma em cada 10 casas ser vendida em menos de uma semana demonstra que, mesmo em mercados menos dinâmicos como Beja, existe procura ativa — sobretudo para imóveis com preços ajustados e boas características.

O retrato geral aponta para um mercado imobiliário resiliente, mas marcado por diferentes velocidades, onde a localização continua a ser determinante no tempo de venda dos imóveis.

Santiago do Cacém: Homem detido por tráfico de droga em Vila Nova de Santo André

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Um homem de 36 anos foi detido no passado dia 2 de agosto por tráfico de estupefacientes, no concelho de Santiago do Cacém, pelo Comando Territorial de Setúbal da GNR, através do Posto Territorial de Santo André.

A detenção ocorreu no âmbito de uma ação de patrulhamento na localidade de Vila Nova de Santo André, quando os militares da Guarda abordaram um indivíduo que evidenciou um comportamento suspeito perante a sua presença.

No decorrer das diligências policiais, foi realizada uma revista pessoal de segurança, tendo sido possível apurar que o suspeito se encontrava na posse de produto estupefaciente.

Da operação resultou a apreensão de 113 doses de cocaína, 226 doses de heroína e ainda 627,67 euros em numerário.

O suspeito foi detido e permaneceu nas instalações da Guarda, tendo sido presente, no dia 4 de agosto, no Departamento de Investigação e Ação Penal de Setúbal, para aplicação das respetivas medidas de coação.

As alterações climáticas são “a grande dor de cabeça do setor agrícola” afirma Hélder Alves

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A Associação Portuguesa de Criadores de Ovinos Romane (APCOR) considera que as alterações climáticas representam atualmente a maior “dor de cabeça” para o setor agrícola, face aos crescentes desafios e dificuldades que estão a impor aos produtores.

Em declarações à Rádio Castrense, Hélder Alves, presidente da direção da APCOR, alerta para o impacto significativo que as condições climatéricas adversas têm vindo a provocar na atividade, nomeadamente ao nível da produção, da disponibilidade de recursos e da sustentabilidade das explorações.

O responsável sublinha que é fundamental uma maior sensibilidade política, tanto a nível local como central, para responder às necessidades do setor, defendendo medidas concretas de apoio aos agricultores.

Hélder Alves acrescenta que as dificuldades sentidas no terreno estão a tornar-se cada vez mais incomportáveis, colocando em risco a continuidade de muitas explorações agrícolas e o futuro da produção pecuária em várias regiões do país.

A APCOR reforça, assim, o apelo a uma resposta urgente e eficaz que permita mitigar os efeitos das alterações climáticas e garantir a viabilidade do setor agrícola.

Aljustrel lança campanha para promover concelho mais limpo e sustentável

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A Câmara Municipal de Aljustrel avançou com uma nova campanha de sensibilização ambiental com o objetivo de incentivar a população a adotar comportamentos mais responsáveis na gestão de resíduos e na preservação do espaço público.

A iniciativa aposta na consciencialização dos cidadãos para a importância da participação individual na construção de um concelho mais limpo, sublinhando que pequenas ações do dia a dia podem ter um impacto significativo na qualidade de vida coletiva e na proteção do ambiente.

Ao longo da campanha, serão divulgados exemplos reais de situações de deposição incorreta de resíduos encontradas nas ruas do concelho. Em paralelo, a autarquia irá mostrar o mesmo espaço após intervenção, evidenciando a diferença e os benefícios de práticas adequadas, tanto ao nível da imagem urbana como da saúde pública.

A ação pretende também informar a população sobre os serviços disponíveis no concelho para o correto encaminhamento dos resíduos, reforçando a necessidade de utilização desses meios.

Com esta campanha, o município reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade e com a promoção de uma cidadania ativa, apelando à colaboração de todos para tornar Aljustrel um território mais cuidado, atrativo e ambientalmente responsável.