Portugal tem mais de 19 mil habitações anunciadas acima de um milhão de euros. Lisboa, Faro e Porto concentram cerca de 80% da oferta, enquanto Setúbal assume uma posição de destaque entre os imóveis acima dos três milhões de euros.
O mercado imobiliário residencial de luxo em Portugal mantém uma forte concentração geográfica. No início de agosto, estavam anunciadas no portal idealista mais de 19 mil habitações com preços superiores a um milhão de euros, sendo que cerca de 80% da oferta se encontrava concentrada nos distritos de Lisboa, Faro e Porto.
Lisboa lidera destacadamente este segmento, com 7.772 imóveis, correspondentes a 40,6% da oferta nacional. Segue-se Faro, que inclui grande parte da oferta de luxo do Algarve, com 5.069 habitações (26,5%), e o Porto, com 2.469 imóveis (12,9%).
A lista é completada por Setúbal, que apresenta 1.432 propriedades acima de um milhão de euros, equivalentes a 7,5% do mercado nacional, e pela Ilha da Madeira, com 1.101 anúncios (5,8%).
Setúbal destaca-se no ultraluxo
A concentração torna-se ainda mais evidente quando se analisa o segmento de ultraluxo, correspondente às habitações com preços anunciados superiores a três milhões de euros.
Neste patamar, existiam no início de agosto mais de 3.200 imóveis disponíveis em Portugal. Lisboa continuava a liderar, com 1.538 propriedades, representando 47,1% do total nacional, seguida de Faro, com 1.095 imóveis (33,6%).
Setúbal surge, neste caso, numa posição particularmente relevante. O distrito contabilizava 309 habitações acima dos três milhões de euros, correspondentes a 9,5% da oferta nacional, ficando à frente do Porto, que registava 149 imóveis (4,6%).
A Madeira completava o grupo dos cinco territórios com maior oferta de ultraluxo, com 90 propriedades, equivalentes a 2,8% do total.
Oferta muito reduzida no interior
Fora dos principais polos imobiliários, a presença de imóveis de luxo é bastante mais limitada. Leiria e Braga registavam 288 e 286 habitações, respetivamente, acima de um milhão de euros, enquanto Aveiro contava com 169.
Santarém apresentava 121 propriedades, Viana do Castelo 97 e a Ilha de São Miguel 71. Coimbra contabilizava 61 anúncios.
Nos restantes territórios, a oferta era ainda mais reduzida: Évora tinha 47 imóveis, Beja 40, Viseu 28, Vila Real 22, Castelo Branco 21 e Portalegre 20. Guarda e Bragança apresentavam apenas cinco e três propriedades, respetivamente.
No segmento acima dos três milhões de euros, a diferença é ainda mais acentuada. Alguns distritos apresentavam apenas um número residual de imóveis, enquanto Bragança, Castelo Branco e Vila Real não registavam qualquer habitação anunciada acima desse valor à data de 1 de agosto.
Os dados mostram, assim, que o mercado residencial de luxo em Portugal permanece fortemente concentrado nas zonas metropolitanas, no Algarve e em alguns territórios costeiros. A tendência torna-se particularmente evidente no segmento de ultraluxo, onde Lisboa e Faro, sozinhos, representam mais de 80% da oferta nacional.
























