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Apenas 1 em cada 3 casas tem ar condicionado: Beja acima da média nacional

Apesar das temperaturas elevadas que se fazem sentir em todo o país durante o verão, apenas cerca de 34% das casas anunciadas para venda ou arrendamento em Portugal dispõem de ar condicionado. Os dados são de uma análise realizada pelo idealista, com base em mais de 200 mil imóveis disponíveis no segundo trimestre de 2026.

No contexto nacional, o distrito de Beja apresenta um desempenho ligeiramente acima da média, com 36% das casas equipadas com sistema de refrigeração. Ainda assim, o número revela que a maioria das habitações no Baixo Alentejo continua sem esta solução, numa região frequentemente marcada por temperaturas extremas durante os meses de verão.

Entre as cidades portuguesas, Vila Real (53%) e Faro (51%) lideram no acesso a ar condicionado nas habitações, seguidas por Viseu (47%), Aveiro (44%) e Braga (42%). Já Beja surge a meio da tabela, com 36%, à frente de Lisboa (35%) e Évora (29%), mas ainda distante dos valores mais elevados.

No sentido oposto, Guarda (13%) e Portalegre (16%) são as cidades com menor percentagem de casas com ar condicionado, evidenciando assimetrias significativas no conforto térmico das habitações a nível nacional.

No que diz respeito às diferenças entre venda e arrendamento, o estudo conclui que são pouco expressivas: 33% das casas para arrendar têm ar condicionado, contra 34% das que estão à venda. Ainda assim, há exceções. Em cidades como Porto (42% venda; 34% arrendamento) ou Aveiro (47% venda; 32% arrendamento), a oferta de casas com ar condicionado é mais significativa no mercado de compra. Já em Évora verifica-se o inverso, com maior presença desta comodidade no arrendamento (35%) do que na venda (23%).

Ao nível distrital, Faro lidera com 57% das habitações com ar condicionado, seguido de Braga (40%) e Vila Real (37%). Nos últimos lugares surgem Guarda (14%), Portalegre (17%) e Bragança (18%).

Estes dados reforçam a importância crescente do conforto térmico nas habitações, especialmente em regiões como o Baixo Alentejo, onde as ondas de calor são cada vez mais frequentes. Ainda assim, a realidade mostra que o ar condicionado continua longe de ser uma característica generalizada no parque habitacional português.

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