Protesto nacional decorre esta quinta-feira, 10 de setembro, às 11h00, em 39 pontos do país. No Alentejo, há concentrações em Beja, Évora, Vidigueira, e Amareleja.
Os viticultores portugueses manifestam-se hoje, quinta-feira, 10 de setembro, numa ação nacional em defesa da uva e do vinho português. A Manifestação Nacional dos Viticultores, promovida pela Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo (ATEVA), decorre a partir das 11h00, em 39 pontos de concentração de norte a sul do país.
Sob o lema “Vinho espanhol não pode ser português. A origem tem de ser respeitada”, a iniciativa pretende chamar a atenção para a importação de vinho a granel proveniente de Espanha e defender um maior controlo sobre a origem e rotulagem dos produtos comercializados em Portugal.
No Alentejo, os pontos de concentração são a Praça do Giraldo, em Évora a Praça da República, em Beja, a Praça da República, em Vidigueira, e a Praça da República, em Amareleja.
A manifestação surge num contexto de preocupação dos produtores com a entrada de vinho a granel proveniente de Espanha. Segundo dados do Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), citados pela organização, entre 2019 e 2024 terão entrado em Portugal cerca de 690 milhões de litros de vinho a granel provenientes do país vizinho.
Os viticultores defendem o cumprimento rigoroso das normas europeias relativas à origem e rotulagem do vinho, nomeadamente as previstas no Regulamento (UE) n.º 1308/2013 e no Regulamento Delegado (UE) 2019/33.
A ação de hoje terá também uma forte componente simbólica. Em cada um dos 39 locais de concentração está prevista a presença de, pelo menos, 10 viticultores, sendo que três produtores levarão 100 quilos de uva portuguesa cada, num total de 300 quilos por ponto de encontro.
Com esta iniciativa, a organização pretende dar visibilidade à produção nacional e alertar para a necessidade de valorizar a uva portuguesa, garantir a transparência na identificação da origem dos vinhos e combater eventuais práticas fraudulentas.
A ATEVA apela, por isso, à mobilização e união dos produtores, defendendo que o futuro do setor vitivinícola português passa pela valorização da produção nacional, pelo respeito pela origem dos produtos e pela sustentabilidade económica dos viticultores.





















