A Infraestruturas de Portugal prevê investir 700 milhões de euros no Alentejo até ao final de 2028, num conjunto de intervenções destinadas às redes rodoviária e ferroviária da região. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo.
O volume de investimento anunciado já motivou uma reação por parte de António Carneiro, deputado do CHEGA eleito pelo círculo de Beja, que questiona os critérios que serão utilizados pelo Governo na distribuição dos fundos públicos.
O parlamentar considera que deve existir “equidade ao governo” na aplicação destes recursos e coloca em causa a forma como os 700 milhões de euros serão repartidos pelo território alentejano.
António Carneiro dirige particularmente a questão à AD, perguntando se o investimento anunciado será efetivamente destinado ao conjunto do Alentejo ou se uma parte significativa acabará concentrada no distrito de Évora.
A preocupação do deputado surge num momento em que estão previstas várias obras de requalificação e modernização das infraestruturas da região, abrangendo tanto a rodovia como a ferrovia.
Para António Carneiro, mais do que o valor global anunciado, importa garantir que o investimento público seja distribuído de forma equilibrada pelos diferentes territórios do Alentejo, incluindo o distrito de Beja.
A aplicação dos 700 milhões de euros previstos até 2028 deverá, assim, ser acompanhada de perto pelo deputado do CHEGA, que reclama do Governo critérios de distribuição que assegurem maior equilíbrio territorial.




















