O presidente da Associação de Criadores do Porco Alentejano, com sede em Ourique, manifesta fortes críticas à classe política pela resposta dada aos agricultores que dependem do montado e pela falta de medidas que, na sua perspetiva, permitam defender este território único.
Nuno Faustino considera que o montado representa muito mais do que uma área de produção agrícola, descrevendo-o como um conjunto de “territórios de múltiplas finalidades agrícolas”, com uma importância que se estende à preservação ambiental.
O dirigente agrícola chama ainda a atenção para o papel desempenhado pelo montado no equilíbrio dos ecossistemas, defendendo que esta dimensão continua sem receber o devido reconhecimento por parte dos responsáveis políticos.
Na opinião de Nuno Faustino, a incapacidade de encontrar respostas adequadas para quem vive e trabalha nestes territórios coloca em causa a sustentabilidade de uma paisagem com características muito próprias e que assume uma importância económica e ambiental significativa no Alentejo.
O presidente da Associação de Criadores do Porco Alentejano defende, por isso, uma maior valorização do montado e das atividades agrícolas que lhe estão associadas, considerando essencial reforçar a capacidade de intervenção e apoio aos agricultores que asseguram a sua manutenção.




















