A prática balnear nas Azenhas do Guadiana, no concelho de Mértola, vai passar a ser proibida a partir de sexta-feira, na sequência de uma decisão da Autoridade Marítima Nacional. A medida surge após a identificação de vários perigos naquele local, onde, só este ano, já se registaram duas vítimas mortais.
O despacho, assinado pelo capitão do porto e comandante local da Polícia Marítima de Vila Real de Santo António, Sérgio Pardal, determina a interdição de banhos numa área específica do rio Guadiana, considerada de elevado risco.
Segundo o responsável, apesar de aparentar reunir condições para utilização balnear, a zona esconde perigos significativos, como correntes fortes e irregulares e um fundo instável, que pode levar a mudanças súbitas de profundidade. “Há locais onde se tem pé e, de repente, deixa de se ter”, alertou.
As autoridades recordam que, em 2026, perderam a vida naquele local um jovem de 16 anos, no início de julho, e um homem de 37 anos, em junho, acrescentando que já em anos anteriores ocorreram situações semelhantes.
A interdição aplica-se exclusivamente à prática de banhos e natação, mantendo-se permitidas outras atividades, como a pesca ou a navegação em caiaque. Ainda assim, é recomendado que os banhistas optem por zonas vigiadas, como a praia fluvial da Mina de São Domingos, também situada no concelho de Mértola.
No passado fim de semana, a Polícia Marítima desenvolveu uma ação de sensibilização junto das pessoas presentes nas Azenhas do Guadiana, alertando para os riscos e informando sobre as novas restrições.
O incumprimento da proibição constitui contraordenação, com coimas que podem variar entre 400 e 40 mil euros.
A área sob jurisdição da Capitania de Vila Real de Santo António no rio Guadiana estende-se desde a foz até às Azenhas do Guadiana, abrangendo assim o local agora interditado a banhos.
Rádio Castrense / Lusa























