Cerca de 16 médicos estrangeiros poderão deixar de prestar serviço nos centros de saúde do Baixo Alentejo até ao final do ano, na sequência do novo decreto-lei que regula a contratação dos chamados “médicos tarefeiros”. A situação poderá afetar aproximadamente 30 mil utentes, que arriscam ficar sem médico de família na região.
A preocupação já foi tornada pública pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, que denuncia uma continuada “privatização da saúde”. A sindicalista Carolina Ribeiro alerta que esta alteração legislativa “vai penalizar os mais pobres, que poderão deixar de ter acesso à gratuitidade dos serviços de saúde”.
Além do impacto direto nos utentes, o sindicato lamenta ainda a mais do que provável perda de profissionais de saúde na sub-região do Baixo Alentejo, agravando as dificuldades já existentes no acesso a cuidados de saúde primários.
Recorde-se que a região enfrenta há vários anos uma escassez significativa de médicos de família, sendo esta nova realidade encarada como mais um fator de pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde no território.























