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Odemira enfrenta desafio habitacional e aponta soluções focadas no investimento privado e Fundos Comunitários

O concelho de Odemira enfrenta uma necessidade premente de habitação para fazer face ao crescimento da sua população e à forte procura nos setores da agricultura e do turismo.

O presidente da Câmara Municipal, Hélder Guerreiro, confirma que a “necessidade de mão de obra para a região situa-se entre as 12 mil e as 15 mil pessoas”, o que coloca “uma enorme pressão sobre o mercado habitacional local”. Embora o concelho contabilize um parque de cerca de 22 mil casas, a oferta disponível para arrendamento “é escassa, devido a imóveis bloqueados em processos de partilhas, ao impacto do alojamento local e ao facto de existirem cerca de 3 mil trabalhadores instalados em alojamentos temporários nas explorações agrícolas” destaca o edil.

Para responder a este cenário, o autarca estima ser necessário “um investimento capaz de assegurar entre 4 mil e 5 mil novos fogos habitacionais — um volume significativamente superior aos 1.700 a 1.800 fogos delineados na Estratégia Municipal de Habitação”. Perante a dimensão deste desafio, Hélder Guerreiro deixa clara a via para a concretização das soluções:

“Boa parte disto tem que ser feito do ponto de vista privado, acho eu.”

No plano turístico, o concelho dispõe atualmente de cerca de 3 mil camas, integrando um potencial de crescimento que poderá levar o território aos cerca de 27 mil lugares turísticos.

Paralelamente, o enquadramento do concelho na Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral trará novas oportunidades de financiamento a partir de 2028, altura em que a região passará a beneficiar de candidaturas ao Objetivo 1 dos fundos comunitários, com comparticipações até 85%, reforçando a atratividade e o financiamento de futuros investimentos na região.

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