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Quarta-feira, Maio 27, 2026

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Manifesto de Vila Nova de Milfontes apela à criação de Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha até 2040

Vila Nova de Milfontes recebeu, entre os dias 13 e 22 de maio, a reunião científica “Que futuro para as florestas marinhas de Portugal?”, iniciativa que reuniu investigadores, organizações ambientais, empresas ligadas ao mar e cidadãos em torno da proteção dos ecossistemas marinhos portugueses.

Do encontro resultou o lançamento do “Manifesto de Vila Nova de Milfontes – Pelo Futuro das Florestas Marinhas de Portugal”, documento que defende a criação urgente de uma Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha com horizonte até 2040.

Os promotores alertam para a degradação crescente de habitats marinhos considerados essenciais para o equilíbrio ecológico do oceano, como pradarias marinhas, florestas de macroalgas, jardins de corais, esponjas e outros ecossistemas biogénicos. Segundo os subscritores, estes habitats desempenham um papel fundamental na biodiversidade, na produtividade pesqueira, na proteção costeira, na regulação climática e na resiliência dos oceanos.

O manifesto sublinha ainda que vários estudos científicos internacionais apontam para a possibilidade de muitos ecossistemas marinhos atingirem limites ecológicos de não retorno, tornando a recuperação extremamente difícil ou mesmo impossível à escala humana.

“O tempo para agir é agora. A prevenção da degradação é muito mais eficaz do que tentar restaurar ecossistemas após o seu colapso”, defendem os autores do documento.

Além do manifesto, foi também apresentada uma proposta de princípios orientadores para uma futura Estratégia Nacional para a Biodiversidade Marinha, baseada numa visão integrada, de longo prazo e sustentada pela melhor evidência científica disponível.

Os promotores consideram que Portugal reúne condições únicas para assumir uma posição de liderança na conservação do oceano Atlântico, destacando a dimensão da sua Zona Económica Exclusiva e a reconhecida qualidade da comunidade científica marinha nacional.

O documento foi enviado ao Presidente da República, ao Governo, à Assembleia da República, instituições científicas, autarquias e diversas entidades nacionais ligadas ao mar e ao ambiente.

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