O Governo aprovou, em Conselho de Ministros realizado a 3 de junho de 2026, a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária – Visão Zero 2030, um documento considerado estruturante para a política pública nesta área em Portugal.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) destaca esta aprovação como um marco histórico, alinhado com as orientações da União Europeia, a Declaração de Estocolmo e os compromissos internacionais assumidos pelo país.
A estratégia estabelece uma nova ambição nacional, assumindo que nenhuma morte ou ferimento grave nas estradas é aceitável. Baseada no conceito de Sistema Seguro, a Visão Zero 2030 define como meta reduzir em 50% o número de vítimas mortais e feridos graves até 2030, apontando a longo prazo para o objetivo de zero mortes e zero feridos graves até 2050.
Apesar dos progressos registados nas últimas décadas, a sinistralidade rodoviária continua a ter um elevado impacto. Dados provisórios da ANSR indicam que, desde o início de 2026, ocorreram mais de 63 mil acidentes nas estradas portuguesas, resultando em 210 mortos, 1.037 feridos graves e mais de 16 mil feridos ligeiros.
O presidente da ANSR, Pedro Clemente, considera que a aprovação da estratégia representa “um momento de particular significado”, sublinhando que a Visão Zero 2030 materializa uma visão de futuro alinhada com as melhores práticas internacionais.
Mais do que um plano estratégico, o documento assume-se como um compromisso nacional com a proteção da vida humana, reconhecendo que o erro humano é inevitável, mas defendendo que o sistema rodoviário deve ser concebido de forma a evitar consequências fatais.
A ANSR reforça ainda que a concretização desta estratégia depende do envolvimento de todas as entidades e cidadãos, sendo a segurança rodoviária uma responsabilidade partilhada.
Com esta aprovação, Portugal dá um passo importante na redução da sinistralidade rodoviária, assumindo uma meta clara: zero mortes é o único número aceitável.



















