A Federação Nacional de Professores (Fenprof) denuncia a existência, neste momento, de mais de 2.600 horários sem professores nas escolas e considera que as medidas anunciadas pelo Governo não conseguem esconder um problema crónico de falta de recursos no sistema educativo.
A situação agrava-se com o elevado número de aposentações. Só durante este mês, deverão aposentar-se quase 600 professores, um aumento de 30% face ao mesmo período do ano passado. Para a Fenprof, estes números refletem as dificuldades sentidas numa escola pública onde os profissionais enfrentam níveis crescentes de sobrecarga.
O secretário-geral da Fenprof, José Feliciano Costa, sublinha que o novo ano escolar começa com a manutenção dos “problemas crónicos do setor educativo”, defendendo que a falta de professores continua a ser uma das principais dificuldades das escolas.
A federação considera que é necessário reforçar os recursos humanos e melhorar as condições de trabalho dos docentes para garantir uma resposta adequada às necessidades da escola pública.




















