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PCP apresenta propostas de desenvolvimento do distrito de Beja para o Orçamento do Estado para 2027

O PCP vai apresentar, na discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2027, um conjunto de propostas destinadas a responder aos principais problemas do distrito de Beja, considerando que a atual proposta do Governo continua a privilegiar os grandes grupos económicos e não responde às necessidades das populações nem combate as assimetrias regionais.

Em comunicado, divulgado a 4 de novembro, a Direção da Organização Regional de Beja (DORBE) critica os atrasos na ampliação do Hospital de Beja, na eletrificação e modernização da linha ferroviária Casa Branca-Beja e na concretização do IP8. Relativamente ao hospital, lamenta que, apesar dos procedimentos iniciados em abril de 2025, só no final de outubro tenha sido anunciada verba para a elaboração do projeto. Recorda ainda que o PSD e o CDS votaram contra a proposta do PCP que, no Orçamento de 2025, pretendia acelerar a intervenção.

Entre as medidas agora apresentadas, os comunistas defendem a ampliação do Hospital de Beja e a passagem do Hospital de Serpa para a gestão pública, a concretização do regadio de Póvoa-Amareleja e a conclusão do IP8 entre Sines e Vila Verde de Ficalho, com duas vias em cada sentido e sem portagens.

Propõem igualmente a requalificação das EN 258, 386, 259, 121 e 260, a construção da variante a Moura, o alargamento da ponte sobre o rio Ardila e o prolongamento do IC27 até ao IP2, passando por Mértola. Na ferrovia, reclamam a modernização e eletrificação da linha entre Casa Branca e Ourique, a definição da ligação ao Aeroporto e a intervenção na linha Beja-Funcheira. Para o Aeroporto de Beja, defendem ainda a criação de uma plataforma logística e investimentos da ANA que garantam a sua integração na rede aeroportuária nacional.

No poder local, o PCP propõe um aumento de 20% do financiamento da descentralização na Educação, verbas para a reabilitação das escolas abrangidas pelo acordo entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, o reforço da participação das freguesias de 2,5% para 3,5% e a possibilidade de estas recorrerem ao crédito de médio e longo prazo.

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