O preço das casas continua a aumentar no Baixo Alentejo, com destaque para os concelhos de Beja, Castro Verde e Almodôvar, onde o valor mediano por metro quadrado ultrapassa já os mil euros. Em Castro Verde e Almodôvar, a subida anual supera os 37%, enquanto em Beja o preço de uma habitação de 100 metros quadrados chega aos 127.700 euros.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) publicou, a 23 de outubro de 2026, os dados relativos aos preços das casas por concelho, referentes aos 12 meses até junho de 2026. Segundo os dados divulgados pelo INE e compilados pelo portal Rua de Cima, o preço mediano das casas vendidas no Baixo Alentejo atingiu os 945 euros por metro quadrado, uma subida de 21% face ao ano anterior.
Beja lidera nos preços, com 1.277 euros por metro quadrado, uma valorização de 20,8%. Uma casa com 100 metros quadrados custa agora, em termos medianos, 127.700 euros, mais 22 mil euros do que há um ano. No concelho foram vendidas 676 habitações durante o período analisado.
Em Castro Verde, o preço mediano chegou aos 1.171 euros por metro quadrado, depois de uma subida de 37,1% num ano. Este é o segundo valor mais elevado entre os 12 concelhos do Baixo Alentejo com dados disponíveis. No período em análise, foram vendidas 103 habitações.
Já em Almodôvar, o preço atingiu os 1.077 euros por metro quadrado, com uma subida de 37,2%. É a primeira vez que o valor mediano neste concelho ultrapassa a barreira dos mil euros. Foram vendidas 108 habitações nos 12 meses em análise.
Moura regista a maior subida anual
Entre os restantes concelhos do Baixo Alentejo, Moura destaca-se pelo maior aumento percentual dos preços: 38,4%, para 814 euros por metro quadrado. Seguem-se Aljustrel, com uma subida de 32,4%, para 919 euros, e Vidigueira, onde os preços aumentaram 30,9%, fixando-se nos 800 euros por metro quadrado.
Em Ourique, o valor mediano chegou aos 993 euros por metro quadrado, mais 26,3% do que no período homólogo.
Ferreira do Alentejo registou uma subida de 12,1%, para 785 euros por metro quadrado, enquanto em Mértola o preço aumentou 13,6%, para 703 euros.
Em Serpa, a valorização foi mais moderada, de 2,2%, com o preço mediano também nos 703 euros por metro quadrado. Em Cuba, o valor chegou aos 689 euros, depois de uma subida de 7,7%.
Alvito foi o único concelho onde os preços desceram, com uma redução de 5,6%, para 925 euros por metro quadrado.
Barrancos não dispõe de dados para este indicador.
Baixo Alentejo continua abaixo da média nacional
No conjunto do Baixo Alentejo, foram vendidas 2.362 habitações nos 12 meses até junho de 2026, mais 3,2% do que no período anterior. Uma casa de 100 metros quadrados custa, em termos medianos, 94.500 euros, mais 16.400 euros do que há um ano.
Apesar da subida expressiva, a região continua entre as sub-regiões com habitação mais acessível, ocupando a sexta posição entre as 26 sub-regiões com os preços medianos mais baixos.
A nível nacional, o preço mediano atingiu os 2.264 euros por metro quadrado, com um aumento anual de 17,7%.
A evolução desde 2019 também evidencia a valorização da habitação no território. Em cinco dos 11 concelhos com dados disponíveis para comparação, os preços mais do que duplicaram. Mértola apresenta a maior subida acumulada, passando de 258 euros por metro quadrado em 2019 para 703 euros em junho de 2026.
Os dados são do INE, através do indicador 0012234, relativo ao preço mediano por metro quadrado das habitações vendidas nos 12 meses até junho de 2026, compilados pelo portal Rua de Cima.


Fonte: ruadecima.pt, com dados do INE (preço mediano por m² das casas vendidas nos 12 meses até junho de 2026, indicador 0012234).





















