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CCDR Alentejo autoriza avanço de dois projetos de hidrogénio e amoníaco verdes em Sines

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo) atribuiu os títulos digitais de instalação aos projetos MadoquaPower2X e MADOQUA NH3, previstos para a Zona Industrial e Logística de Sines, no distrito de Setúbal. A decisão foi formalizada no dia 7 de outubro e permite avançar com o processo de instalação dos dois estabelecimentos industriais.

Os projetos, ambos classificados como Projetos de Interesse Nacional (PIN), representam investimentos de vários milhares de milhões de euros e estão ligados à produção de hidrogénio e amoníaco renováveis.

O MadoquaPower2X, promovido pela empresa Madoquapower, prevê a construção de uma unidade de produção de hidrogénio verde com uma capacidade de 500 megawatts. O investimento estimado ronda os 2,8 mil milhões de euros e a produção destina-se a aplicações industriais e energéticas.

Por sua vez, o projeto MADOQUA NH3 prevê uma unidade de produção de amoníaco verde, utilizando hidrogénio renovável produzido no âmbito do MP2X. Com um investimento de cerca de 526 milhões de euros, a infraestrutura deverá ter capacidade para produzir aproximadamente 438 mil toneladas de amoníaco renovável por ano, destinado à exportação e à utilização como combustível marítimo de baixo carbono.

Em comunicado, a CCDR Alentejo considera que a atribuição dos títulos constitui uma etapa administrativa relevante para a concretização dos investimentos, com potencial para impulsionar a descarbonização da economia e desenvolver a cadeia de valor do hidrogénio renovável em Portugal.

O presidente da instituição, Ricardo Pinheiro, salientou a importância dos projetos para o futuro da região, destacando o contributo do Alentejo para as metas nacionais e europeias nas áreas da redução de emissões, inovação industrial e produção de energia limpa.

Segundo a CCDR, os dois investimentos estão alinhados com a Estratégia Nacional para o Hidrogénio, o Plano Nacional Energia e Clima 2030 e os objetivos europeus de neutralidade carbónica. A instituição considera ainda que poderão contribuir para atrair investimento, reforçar a competitividade regional e consolidar Sines como um polo de referência na transição energética.

Foto: Rádio Castrense

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