O popular arraial da “Santa Coisinha” está de regresso ao coração da cidade de Beja para a sua quinta edição. Promovida pela Associação Ressurrectos, em parceria com A Pracinha, a Dona Tengarrinha e a associação Zarcos —Associação de Músicos de Beja e com o apoio da Câmara Municipal de Beja — a iniciativa volta a decorrer na Praça da República, integrado na programação do festival “Beja na Rua”.
Nascida originalmente na Rua dos Infantes, a festividade mantém-se temporariamente na praça principal devido a trabalhos de requalificação. “A Santa Coisinha nasceu na Rua dos Infantes, é a santa padroeira da Rua dos Infantes, mas por causa das obras estamos impedidos de ocupar a rua. Então mudámos temporariamente, em princípio, ali para a Praça da República”, explicou Ana Ademar, representante da Ressurrectos.
Com início marcado para as 18h00, o evento aposta numa oferta gastronómica diversificada. A par das tradicionais sardinhas assadas, bifanas e imperiais, o público poderá contar com opções vegan preparadas por Maria João Caetano, da Dona Tengarrinha.
Uma das principais novidades desta edição é o alargamento do horário de funcionamento. “Excecionalmente, estamos até às duas da manhã. Temos licença para celebrar a Santa Coisinha até às duas da manhã”, destacou Ana Ademar.
A animação musical estará a cargo de quatro DJs locais — João Spencer, Rui Eugénio, Nádia Mira e João Reis. O cartaz inclui ainda, por volta das 22h00, o concerto dos Expresso Transatlântico, inserido no festival “Beja na Rua”.
Outro dos momentos altos da noite está reservado para as 23h00, com a realização de um ritual tradicional. “Teremos o nosso druida de serviço, o Paulo Monteiro, coordenador da Casa da Cultura (…), que tem uma costela galega e, portanto, será o nosso druida desta noite e fará uma excelente queimada, que é um conjuro às bruxas ali da Galiza”, revelou a responsável.
Em jeito de balanço e convite à população, Ana Ademar sublinha a consolidação do evento no calendário festivo da cidade: “O arraial vai na quinta edição e tem sido muito bem recebido pelas pessoas, todos os anos juntamos mais gente. É mesmo isso que se pretende: com a desculpa de uma santa criada por nós, que inventámos, juntar pessoas, criar comunidade e haver um espaço onde as pessoas possam estar a lembrar um bocadinho os arraiais das aldeias, só que no centro histórico da cidade de Beja”.
























