A transformação do Instituto Politécnico de Beja e do Instituto Politécnico de Portalegre em Universidades Politécnicas é vista pelo partido LIVRE como um passo significativo para o reforço do ensino superior no Interior do país. Em comunicado, o Núcleo Territorial do Alentejo sublinha que esta mudança representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido por estas instituições ao longo das últimas décadas, ao nível do ensino, da investigação e da ligação ao território.
Para o partido, esta nova designação deve marcar o início de uma etapa mais ambiciosa, capaz de reforçar a atratividade da região para estudantes, docentes e investigadores, bem como impulsionar a inovação e o desenvolvimento económico, social e cultural do Alentejo.
Apesar do avanço, o LIVRE alerta para os desafios persistentes no Interior, como a perda de população, o envelhecimento demográfico, a dificuldade em fixar jovens qualificados e as desigualdades territoriais. Neste contexto, considera que o ensino superior pode ser determinante para inverter esta realidade, desde que acompanhado por uma estratégia política consistente e financiamento adequado.
O partido defende, por isso, um reforço do investimento público nas novas universidades, incluindo melhores condições para contratação e valorização de docentes, mais infraestruturas científicas, residências estudantis e apoio aos centros de investigação. Destaca ainda a importância da internacionalização e da cooperação com a região espanhola da Extremadura, bem como a criação de cursos alinhados com áreas estratégicas como a transição climática, gestão da água, energias renováveis, turismo sustentável, saúde e inovação digital.
O LIVRE sublinha também a necessidade de cooperação entre instituições de ensino superior da região, defendendo uma articulação entre a Universidade de Évora e as novas Universidades Politécnicas de Beja e Portalegre, de forma a criar uma rede complementar de conhecimento ao serviço do Alentejo.
Para o partido, esta evolução institucional constitui “uma excelente notícia”, mas alerta que o seu sucesso dependerá da capacidade do Estado em garantir os meios necessários para que estas instituições cumpram plenamente a sua missão. O LIVRE reafirma ainda “o compromisso com um ensino superior público de qualidade, descentralizado e inclusivo”, defendendo que “o desenvolvimento do país também passa pelo reforço do Interior”.
























