Os mais recentes dados do idealista, relativos ao segundo trimestre de 2026, revelam que em 6 de cada 10 municípios mais procurados para comprar casa em Portugal é possível encontrar preços medianos abaixo dos 300 mil euros. No entanto, é o distrito de Beja que se destaca com o município mais acessível de todo o ranking.
Barrancos surge na 38.ª posição entre os 50 concelhos com maior procura, apresentando o preço mediano mais baixo do país: apenas 55 mil euros. Este valor coloca o concelho alentejano como o mais económico entre os municípios analisados, reforçando o posicionamento do interior como alternativa viável para quem procura habitação a preços mais reduzidos.
De acordo com o estudo, 30 dos 50 municípios mais procurados (60%) têm preços abaixo dos 300 mil euros, sendo que 13 destes apresentam valores inferiores a 200 mil euros. Estes casos concentram-se sobretudo no interior do país, nomeadamente no Alentejo, Beiras e Ribatejo, evidenciando uma tendência crescente de procura fora das áreas metropolitanas.
O relatório indica ainda que esta procura está a expandir-se geograficamente, com cada vez mais compradores a considerarem territórios de menor densidade, onde os preços são mais acessíveis e a qualidade de vida pode ser um fator diferenciador.
No topo do ranking nacional surge Sobral de Monte Agraço, no distrito de Lisboa, com um preço mediano de 404.362 euros, seguido da Amadora e de Odivelas. Curiosamente, o próprio município de Lisboa aparece apenas na 17.ª posição, apesar de registar um dos preços mais elevados, próximo dos 700 mil euros.
Entre os municípios mais caros do ranking, destacam-se Oeiras, Lisboa, Sintra e Almada, todos localizados na Área Metropolitana de Lisboa e com preços superiores a 500 mil euros.
Já o distrito de Santarém é o mais representado no top 50, com 14 municípios, praticamente todos abaixo dos 300 mil euros, consolidando-se como uma das principais alternativas à capital para quem procura casa a preços mais acessíveis.
A análise baseia-se na pressão da procura sobre a oferta de imóveis, medida através do número de contactos gerados por anúncio no idealista, considerando apenas municípios com mais de 500 imóveis disponíveis para venda.
Os dados confirmam assim uma mudança no mercado imobiliário nacional, com o interior, e em particular o distrito de Beja, a ganhar relevância junto de quem procura soluções habitacionais mais económicas.























