O presidente da Câmara Municipal de Cuba considera que as teses sobre a coesão territorial defendidas pelos responsáveis políticos são “vagas e teóricas”, sublinhando que, na prática, pouco têm contribuído para resolver as assimetrias que continuam a acentuar-se entre o Interior e o Litoral do país.
João Palma defende a introdução do conceito de “interioridade” nas políticas públicas, argumentando que o poder central deve planear o território como um todo coeso, em vez de o dividir em “fatias desiguais” que, no seu entendimento, estão a aprofundar clivagens territoriais.
O autarca alerta ainda para o risco de estas desigualdades se tornarem “irreversíveis” para os territórios do Interior, defendendo uma mudança estrutural na forma como o desenvolvimento regional é pensado e aplicado.
As declarações surgem no contexto do debate sobre coesão territorial e desenvolvimento equilibrado, temas recorrentes na agenda política nacional.



















