A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), em parceria com a associação Alentejo, Terras e Gentes, está a desenvolver um projeto de recolha, inventariação e valorização do património das bandas filarmónicas da região.
A iniciativa pretende preservar a memória, a história e o legado cultural das bandas, tanto das que permanecem em atividade como das já extintas, através da recolha de documentos, fotografias e outros registos históricos. Segundo o primeiro-secretário da CIMBAL, Fernando Romba, o trabalho segue uma lógica semelhante à do Arquivo Digital do Cante Alentejano.
A documentação recolhida será tratada e disponibilizada numa plataforma digital do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS) da Universidade de Évora. O projeto, que já está em curso, deverá decorrer durante cerca de um ano e incluirá também a realização de um encontro regional de bandas filarmónicas.
Fernando Romba destaca que muitas destas bandas, algumas com mais de um século de existência, desempenham um papel relevante na formação musical e cívica das comunidades, sendo esta iniciativa também uma forma de reconhecer o trabalho dos muitos voluntários que asseguram a sua continuidade.
O levantamento integra o programa “Património do Baixo Alentejo”, que promove a valorização de tradições e ofícios da região, incluindo o cante alentejano, o ciclo do barro e da lã, a construção de violas campaniças, o mobiliário tradicional alentejano e a cestaria típica de Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo.
Rádio Castrense/ Lusa



















