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Terça-feira, Maio 26, 2026

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Calor extremo “frita” Alentejo: temperaturas podem chegar aos 39ºC

O tempo quente vai intensificar-se esta terça-feira, 26 de maio, em Portugal continental, com previsões de temperaturas máximas que podem atingir os 38 a 39 graus Celsius em várias zonas do Alentejo, Vale do Tejo e interior do país.

A informação foi avançada pela meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Alexandra Fonseca, que alerta para uma subida significativa da temperatura, especialmente da máxima, em todo o território continental.

Segundo a especialista, no litoral oeste estão previstas subidas de 6 a 7 graus face ao dia anterior, enquanto no restante território o aumento deverá rondar 1 a 2 graus. As temperaturas mínimas também permanecem elevadas, com registo de noites tropicais, acima dos 20 graus, sobretudo no interior, Alentejo e Algarve.

A meteorologista sublinha que “já estamos em onda de calor em praticamente todo o território”, acrescentando que se trata de uma situação “não muito normal para esta altura do ano, embora não inédita”.

A partir desta terça-feira está ainda prevista a presença de poeiras em suspensão na atmosfera, ainda que com menor intensidade face ao episódio registado na semana passada.

O IPMA emitiu avisos de tempo quente, que entram em vigor a partir das 09h00 desta terça-feira nos distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora e Beja. Os restantes territórios também ficarão sob aviso nos próximos dias, prolongando-se a situação até quinta-feira.

A partir de quarta-feira, prevê-se ainda a possibilidade de aguaceiros, trovoadas e granizo no interior norte e centro, seguindo-se uma descida gradual das temperaturas entre quinta e sexta-feira, embora mantendo valores ainda elevados, entre 30 e 35 graus.

A situação de calor extremo está a afetar vários países europeus, com alertas em Espanha, França, Irlanda, Reino Unido, Áustria e República Checa. Em França, foram registadas sete mortes associadas às altas temperaturas, segundo autoridades locais.

Em Portugal, o risco de incêndio rural mantém-se muito elevado em várias regiões, devido à conjugação de temperaturas extremas, baixa humidade e vento, aumentando a preocupação das autoridades de proteção civil.

Rádio Castrense / Lusa

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