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Domingo, Março 15, 2026

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Ministério Público recorre da libertação de polícias suspeitos de exploração de imigrantes no Alentejo

O Ministério Público (MP) anunciou que vai recorrer da decisão judicial que determinou a libertação de dez militares da GNR e um elemento da PSP, detidos em 25 de novembro no âmbito da Operação “Safra Justa” por suspeita de colaboração na exploração de imigrantes no Alentejo.

A decisão foi confirmada pelo procurador-geral Amadeu Guerra, que afirmou respeitar a determinação do juiz de instrução criminal, baseada na consideração de que a prova reunida era insuficiente, mas indicou que o MP irá interpor recurso. O Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, justificou a libertação dos 11 elementos das forças de segurança por não poder utilizar escutas telefónicas que não tinham sido transcritas pelo Ministério Público para fundamentar as medidas de coação.

No total, a Polícia Judiciária deteve 17 pessoas, das quais apenas três arguidos – todos civis – ficaram em prisão preventiva.

No seguimento do caso, em 2 de dezembro, a Ministra da Administração Interna determinou a abertura de processos disciplinares a cargo da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) contra os dez militares da GNR e o agente da PSP constituídos arguidos. Enquanto a GNR informou que os seus dez militares regressaram ao serviço nos postos onde se encontram colocados, o agente da PSP encontra-se de baixa desde setembro de 2024.

A investigação desmantelou uma organização criminosa que controlava cerca de 500 trabalhadores estrangeiros no Alentejo. Entre os seis civis detidos, quatro são portugueses e dois são estrangeiros do sul da Ásia. Estes últimos eram responsáveis por angariar e coagir as vítimas da mesma origem. Segundo fonte policial, entre os portugueses está o “cabecilha” da rede e os seus “braços direitos”.

Rádio Castrense / Lusa

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