O Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS) exige novas políticas públicas de habitação que garantam o acesso a casas a preços comportáveis e condena a atuação policial sobre manifestantes em protestos pacíficos realizados em Lisboa e no Porto.
Em comunicado, o sindicato manifesta preocupação com o agravamento da crise habitacional em Portugal, com particular incidência no distrito de Faro e nas capitais de distrito do Alentejo. Segundo o SPZS, a proliferação de fundos imobiliários e a especulação têm contribuído para o aumento das rendas e dificultado o acesso à habitação.
A organização alerta que esta realidade afeta sobretudo os jovens, que enfrentam dificuldades em conquistar a independência e concretizar projetos pessoais e familiares. O problema atinge também os professores deslocados, contribuindo, segundo o sindicato, para agravar a falta de docentes nas escolas da zona sul do país.
O SPZS lembra que o direito à habitação está consagrado no artigo 65.º da Constituição da República Portuguesa e defende um reforço do investimento público, a expansão do parque habitacional público e uma maior regulação do mercado de arrendamento. O sindicato manifesta ainda preocupação com eventuais alterações legislativas que possam fragilizar os direitos dos inquilinos.
No mesmo comunicado, o sindicato condena o que considera serem intervenções policiais desmedidas contra mobilizações cívicas e pacíficas e exige o apuramento integral de responsabilidades, incluindo as dos decisores políticos. Critica também a ausência de um posicionamento público do primeiro-ministro e do Presidente da República sobre os episódios que, considera, exigem esclarecimentos.
O SPZS manifesta solidariedade com todos os que se mobilizam pelo acesso a uma habitação digna e a preços acessíveis e reclama medidas urgentes para responder à crise habitacional.
Para o sindicato, a garantia do direito à habitação e a proteção dos direitos dos cidadãos exigem uma resposta efetiva, sem mais adiamentos.



















