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Quarta-feira, Maio 27, 2026

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Portugal dispara na produção de frutos secos e entra para a elite mundial

Portugal está a afirmar-se como uma potência na produção de frutos secos, ocupando já lugares de destaque nos rankings europeu e mundial, sobretudo no que diz respeito à amêndoa. A revelação foi feita por Tiago Costa, durante o V Congresso da Portugal Nuts, que decorreu em Évora.

Segundo o responsável, o país “viveu uma transformação profunda na última década”, com resultados que colocam Portugal como o 2.º maior produtor europeu de amêndoa e o 5.º a nível mundial. Também na produção de noz, o crescimento é expressivo, com o país a alcançar o 5.º lugar na Europa e a integrar o top 15 mundial.

Os números confirmam esta evolução. Dados do Instituto Nacional de Estatística indicam que, em 2025, as exportações de frutos secos atingiram os 156 milhões de euros, sendo que a amêndoa representa cerca de 75% desse valor. Desde 2020, as exportações deste fruto triplicaram, passando de 30 milhões para cerca de 115 milhões de euros.

Já a noz registou um crescimento ainda mais acelerado no último ano, com um aumento de 50% nas exportações, ultrapassando as 900 toneladas vendidas ao exterior.

Outro dado relevante é a valorização do produto: pela primeira vez, a exportação de amêndoa sem casca superou a com casca, representando agora 65% do total, o que reflete maior valor acrescentado no mercado internacional.

Apesar do forte crescimento, o setor enfrenta alguns desafios. Após anos de expansão, a área plantada registou recentemente uma ligeira redução, devido a problemas como pragas ou erros na instalação de culturas, conforme explicou Nuno Russo.

Ainda assim, o setor mantém-se estratégico para a agricultura nacional, representando já cerca de 6% das exportações de produtos vegetais. Para os responsáveis, há ainda margem significativa para crescer, sobretudo através da inovação e da valorização dos produtos.

O congresso reuniu produtores, técnicos e investigadores, reforçando a importância de uma fileira que continua a ganhar peso na economia agrícola portuguesa.

Rádio Castrense / Lusa

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