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Beja recebe hoje a Volta a Portugal com partida da 3.ª etapa

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Beja recebe hoje, sábado, 8 de agosto, a partida da 3.ª etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, num regresso da “Grandíssima” ao sul do país que representa também uma oportunidade de promoção do concelho e do Baixo Alentejo.

A jornada começa no Jardim Público de Beja, onde, entre as 10h00 e as 13h00, decorre o programa “Há Volta”, uma iniciativa itinerante que acompanha a competição e leva a cada localidade música ao vivo, entrevistas, passatempos e histórias ligadas ao território.

Ao longo da manhã, o programa dará a conhecer diferentes dimensões do concelho de Beja, com destaque para o desporto, o turismo, o artesanato, a gastronomia e os produtos locais, incluindo o pão, a doçaria, o azeite e o vinho.

Entre os momentos previstos estão as conversas com o presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro, às 10h20, e com o vereador Vítor Picado, às 12h22.

A partir de Beja parte hoje a 3.ª etapa da Volta a Portugal, com destino a Elvas, num percurso de cerca de 180 quilómetros. A etapa atravessa ainda o território dos concelhos de Cuba e Vidigueira, passando por localidades como Vila de Frades e Vidigueira, antes de prosseguir em direção ao Alto Alentejo.

Para o presidente da Câmara Municipal de Beja, a realização da partida constitui uma oportunidade para reforçar a visibilidade do concelho e da região. Nuno Palma Ferro considera que a Volta a Portugal é “uma prova do povo” e destaca o significado do regresso da competição ao Alentejo, depois de vários anos afastada do sul do país.

O autarca recorda que o município foi desafiado pela organização a integrar o percurso da edição de 2026, tendo a autarquia aceitado de imediato a proposta.

“Agarrámos essa oportunidade. Para além de Beja, também vai passar nos concelhos da Cuba, em Vila de Frades e na Vidigueira. Por isso, é uma mais-valia para o Baixo Alentejo, é uma mais-valia para a região”, afirmou.

Castro Verde: Autarquia exige financiamento do Governo para obras no Centro de Saúde e Urgência

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As obras de requalificação do Centro de Saúde e de ampliação do Serviço de Urgência Básica (SUB) de Castro Verde continuam a decorrer “dentro da normalidade”, mas o financiamento da empreitada permanece um desafio “muito complexo”. A garantia e o alerta foram deixados por António José Brito, Presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, que defende a urgência de encontrar novas fontes de verbas perante a incerteza do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O autarca reconhece as limitações do modelo atual de financiamento comunitário, sublinhando que cabe à tutela garantir soluções financeiras que não penalizem o município.

“É um problema muito complexo (…). Todos percebemos bem que dificilmente haverá um prolongamento do prazo do PRR. Agora, o Estado — o Governo, neste caso o Ministério da Saúde — tem que ter a capacidade de encontrar vias de financiamento alternativas”, afirmou António José Brito.

Para o edil castrense, a autarquia assumiu um papel que ultrapassa as suas competências diretas para viabilizar a intervenção na saúde local:

“A Câmara já está a substituir o Governo neste trabalho. A Câmara está a fazer aquilo que devia ser o Governo a fazer. E, portanto, não pode ser penalizada por esta incapacidade de se prolongar ou de se assegurar financiamento com dimensão suficiente para se fazer as obras.”

Empreitada avança e diálogo prossegue

Apesar dos constrangimentos financeiros, os trabalhos no terreno prosseguem a bom ritmo. O município mantém contactos com diversas entidades para assegurar a conclusão do projeto.

“Neste momento a obra está a decorrer dentro da normalidade, está a avançar e creio que isso continuará no próximo futuro”, garantiu o presidente da câmara, acrescentando que o autarquia está “empenhada em diálogo com o Ministério da Saúde, com a CCDR Alentejo e com a ULSBA para, em conjunto, conseguirmos uma solução.”

Impacto regional na saúde

António José Brito reforçou a relevância estratégica do SUB de Castro Verde, lembrando que a requalificação da infraestrutura extravasa as fronteiras do concelho e serve toda a região do Baixo Alentejo e zonas vizinhas.

“A resolução deste problema — que é a requalificação do Centro de Saúde e a ampliação do Serviço de Urgência — é, naturalmente, a resolução de um problema que afeta as pessoas não só do concelho de Castro Verde, mas também do conjunto dos concelhos aqui à nossa volta: Alvito, Ourique, Almodôvar, Mértola e até outros concelhos vizinhos, mesmo do Algarve”, concluiu.

Município de Almodôvar simplifica acesso a apoios escolares no ano letivo 2026/2027

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O Município de Almodôvar vai simplificar, a partir do ano letivo 2026/2027, o acesso das famílias aos apoios escolares destinados aos alunos do Agrupamento de Escolas de Almodôvar.

Uma das principais alterações consiste na eliminação da necessidade de apresentação de candidaturas ou requerimentos por parte dos encarregados de educação para a atribuição dos Cadernos de Atividades, destinados aos alunos do 1.º Ciclo, e do Apoio à Aquisição de Material Escolar.

Os dois apoios passam a ser atribuídos automaticamente a todos os alunos que cumpram os critérios estabelecidos no Regulamento de Apoio à Natalidade e Incentivo à Família.

Segundo o Município, a medida pretende reduzir a burocracia e facilitar o acesso das famílias aos apoios municipais, tendo em conta o caráter universal dos mesmos entre os alunos que reúnem as condições previstas no regulamento.

No caso dos Cadernos de Atividades, a autarquia irá proceder à entrega direta dos materiais aos professores, que ficarão responsáveis pela sua distribuição aos alunos no início do próximo ano letivo.

Relativamente ao Apoio à Aquisição de Material Escolar, os encarregados de educação serão informados oportunamente sobre a disponibilidade das verbas, que poderão ser levantadas na Tesouraria Municipal.

Os valores definidos para o próximo ano letivo são de 40 euros para o Pré-Escolar, 50 euros para o 1.º Ciclo, 75 euros para o 2.º Ciclo, 100 euros para o 3.º Ciclo e 120 euros para o Ensino Secundário.

A autarquia considera que a alteração permitirá não só tornar mais simples o acesso das famílias aos apoios, mas também reduzir a carga administrativa dos serviços municipais e do Agrupamento de Escolas, libertando recursos para outras áreas de intervenção.

Com esta medida, o Município de Almodôvar afirma reforçar a aposta numa administração pública “mais simples, eficiente e próxima dos cidadãos”, mantendo o investimento na educação e no apoio às famílias do concelho.

Arraial da “Santa Coisinha” regressa à Praça da República em Beja e estende-se até às duas da manhã

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O popular arraial da “Santa Coisinha” está de regresso ao coração da cidade de Beja para a sua quinta edição. Promovida pela Associação Ressurrectos, em parceria com A Pracinha, a Dona Tengarrinha e a associação Zarcos —Associação de Músicos de Beja e com o apoio da Câmara Municipal de Beja — a iniciativa volta a decorrer na Praça da República, integrado na programação do festival “Beja na Rua”.

Nascida originalmente na Rua dos Infantes, a festividade mantém-se temporariamente na praça principal devido a trabalhos de requalificação. “A Santa Coisinha nasceu na Rua dos Infantes, é a santa padroeira da Rua dos Infantes, mas por causa das obras estamos impedidos de ocupar a rua. Então mudámos temporariamente, em princípio, ali para a Praça da República”, explicou Ana Ademar, representante da Ressurrectos.

Com início marcado para as 18h00, o evento aposta numa oferta gastronómica diversificada. A par das tradicionais sardinhas assadas, bifanas e imperiais, o público poderá contar com opções vegan preparadas por Maria João Caetano, da Dona Tengarrinha.

Uma das principais novidades desta edição é o alargamento do horário de funcionamento. “Excecionalmente, estamos até às duas da manhã. Temos licença para celebrar a Santa Coisinha até às duas da manhã”, destacou Ana Ademar.

A animação musical estará a cargo de quatro DJs locais — João Spencer, Rui Eugénio, Nádia Mira e João Reis. O cartaz inclui ainda, por volta das 22h00, o concerto dos Expresso Transatlântico, inserido no festival “Beja na Rua”.

Outro dos momentos altos da noite está reservado para as 23h00, com a realização de um ritual tradicional. “Teremos o nosso druida de serviço, o Paulo Monteiro, coordenador da Casa da Cultura (…), que tem uma costela galega e, portanto, será o nosso druida desta noite e fará uma excelente queimada, que é um conjuro às bruxas ali da Galiza”, revelou a responsável.

Em jeito de balanço e convite à população, Ana Ademar sublinha a consolidação do evento no calendário festivo da cidade: “O arraial vai na quinta edição e tem sido muito bem recebido pelas pessoas, todos os anos juntamos mais gente. É mesmo isso que se pretende: com a desculpa de uma santa criada por nós, que inventámos, juntar pessoas, criar comunidade e haver um espaço onde as pessoas possam estar a lembrar um bocadinho os arraiais das aldeias, só que no centro histórico da cidade de Beja”.

Volta a Portugal: Beja-Elvas – Rui Oliveira Segura Amarelo na Etapa Mais Longa da Volta a Portugal

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A terceira etapa da 87.ª Volta a Portugal em bicicleta decorre entre Beja e Elvas nesta que é terceira e mais longa etapa, numa extensão de 182,2 quilómetros. Apesar da tirada atravessar o Alentejo, o percurso contraria a ideia de um terreno maioritariamente plano.

Rui Oliveira procura conservar a camisola amarela.

Pormenores com o Jornalista Teixeira Correia.