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Governo lança concurso de 3 milhões de euros para garantir distribuição de jornais em todo o país

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O Governo vai avançar esta terça-feira, com um concurso público internacional no valor de três milhões de euros destinado a assegurar a distribuição diária de jornais em papel nos territórios de baixa densidade durante os próximos três anos, com o objetivo de evitar que existam zonas “privadas de jornais”.

A medida, integrada no Plano de Ação para a Comunicação Social, prevê um investimento anual de um milhão de euros e pretende garantir que as publicações impressas continuam a chegar regularmente a todo o território continental, combatendo o risco de exclusão informativa em regiões do interior.

O concurso será dividido em dois lotes: um abrangendo as regiões Norte e Centro e outro destinado a Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

Segundo fonte governamental, a iniciativa procura também estimular a entrada de novos operadores no mercado, reforçar a concorrência no setor da distribuição e contrariar a concentração da atividade num único operador, numa altura em que a quebra das vendas em banca e o despovoamento do interior têm tornado o modelo atual menos viável.

O Governo sublinha ainda que a preparação do concurso foi exigente devido à reduzida concorrência existente e a dificuldades na obtenção de informação operacional por parte do atual operador, situação que terá sido reconhecida no setor.

O modelo de apoio assenta em duas vertentes: o financiamento direto da distribuição através deste concurso e o reforço da manutenção de pontos de venda em zonas de baixa densidade, em articulação com os municípios.

Está igualmente em discussão um acordo-modelo entre a Portugal MediaLab e a Associação Nacional de Municípios Portugueses, com vista a consolidar esta rede de distribuição.

O apoio abrangerá 96 municípios classificados como de baixa densidade, com níveis de comparticipação diferenciados. Os montantes mais elevados, até 125% da comparticipação base, serão atribuídos aos concelhos mais pequenos e com menor densidade populacional.

O aviso de abertura do concurso e o respetivo caderno de encargos serão publicados a 2 de junho no Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia, estando previsto um prazo de 60 dias para apresentação de propostas.

Rádio Castrense / Lusa

Atleta do FC Castrense conquista pódio no Olímpico Jovem Nacional

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O atleta André Garrido, do Futebol Clube Castrense, esteve em destaque no Olímpico Jovem Nacional, realizado no Estádio Municipal de Albufeira, ao alcançar o 3.º lugar no Salto em Altura, em representação da Associação de Atletismo de Beja.

O jovem atleta sub-16, de primeiro ano, conseguiu a marca de 1,68 metros, resultado que lhe garantiu um lugar no pódio nacional e confirmou uma excelente prestação ao longo da competição.

Esta conquista representa mais um momento de destaque na sua época desportiva, evidenciando a evolução do atleta nas provas de salto em altura.

O feito foi celebrado pelo clube e pela equipa técnica, com especial destaque para a treinadora Patrícia Vaz, que acompanha o seu percurso desportivo.

Autoridades estão na estrada a partir de hoje com o excesso de velocidade na mira

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A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), em conjunto com a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), promove entre os dias 2 e 8 de junho de 2026 a campanha de segurança rodoviária “Viaje sem Pressa”, dedicada ao combate ao excesso de velocidade.

Esta iniciativa integra o Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026, sendo a sexta de um total de onze campanhas previstas para este ano. À semelhança das anteriores, a ação assenta em duas vertentes: ações de sensibilização, da responsabilidade da ANSR, e operações de fiscalização realizadas pela GNR e pela PSP, focadas nos comportamentos de risco associados à velocidade.

Com o lema “Viaje sem Pressa”, a campanha pretende alertar os condutores para os perigos da condução em excesso de velocidade ou desadequada às condições da via, um dos principais fatores responsáveis pela sinistralidade rodoviária grave.

As ações decorrem em simultâneo em vários pontos do país, incidindo sobretudo em locais onde se registam maiores índices de acidentes relacionados com a velocidade.

De acordo com dados das autoridades, entre 1 de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2024, a velocidade excessiva esteve diretamente associada a 6.824 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 177 mortos, 588 feridos graves e 8.396 feridos leves.

Além disso, o excesso de velocidade continua a ser a infração rodoviária mais frequente em Portugal Continental, representando mais de 60% do total registado em 2025.

As entidades responsáveis alertam ainda para comportamentos de risco como conduzir acima dos limites legais, não ajustar a velocidade às condições meteorológicas ou do piso, reduzir as distâncias de segurança e realizar manobras bruscas.

A ANSR, a GNR e a PSP reforçam que conduzir a uma velocidade adequada pode salvar vidas e contribuir para uma circulação mais segura para todos.

O Plano Nacional de Fiscalização é desenvolvido anualmente em articulação entre as três entidades, seguindo recomendações europeias e alinhado com a estratégia Visão Zero 2030, que tem como objetivo eliminar vítimas mortais e feridos graves nas estradas portuguesas até ao final da década.

As autoridades sublinham que “a sinistralidade rodoviária não é inevitável e que pode ser significativamente reduzida através de comportamentos responsáveis por parte de todos os utilizadores da estrada”.

Rendas das casas descem 2,9% em Portugal e prolongam tendência de queda há quatro meses

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As rendas das casas em Portugal desceram 2,9% em maio face ao mesmo mês do ano anterior, confirmando uma tendência de quebra que já se prolonga há quatro meses consecutivos, segundo o mais recente índice de preços do idealista.

De acordo com os dados, arrendar casa tinha um custo mediano de 16,3 euros por metro quadrado no final de maio, abaixo do máximo histórico de 17 euros/m² registado em outubro de 2025. A evolução recente confirma uma trajetória de descida, com variações negativas de 1,9% em janeiro, 1,4% em fevereiro, 1,2% em março e 2,7% em abril.

Apesar da tendência nacional de quebra, o comportamento do mercado é desigual entre regiões e cidades. Em 11 das 15 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, os preços subiram. As maiores valorizações registaram-se em Viana do Castelo (17,5%), Castelo Branco (14,8%) e Faro (11,2%), enquanto Viseu apresentou a maior descida, de 8,4%.

Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para arrendar casa, com um valor mediano de 21,8 euros/m², seguida do Funchal (16,9 euros/m²) e do Porto (16,4 euros/m²). No extremo oposto, Viseu (7,6 euros/m²) e Castelo Branco (7,4 euros/m²) continuam a ser as capitais mais económicas.

Ao nível dos distritos e ilhas, os preços subiram em 13 dos 19 territórios analisados. As maiores subidas verificaram-se em Évora (14%), Viana do Castelo (10,1%) e na ilha da Madeira (8,7%), enquanto a Guarda registou a maior descida, de 14,3%.

Entre as regiões, os Açores lideram as subidas (12,5%), seguidos do Alentejo (9,3%) e da Madeira (8,8%). Em sentido contrário, o Norte (-6,4%), o Centro (-2,4%) e a Área Metropolitana de Lisboa (-2,2%) registaram descidas.

A Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara do país para arrendar casa, com um valor mediano de 19,4 euros/m², seguida da Madeira (16 euros/m²) e do Algarve (15,4 euros/m²). No extremo oposto, o Centro e os Açores apresentam os valores mais baixos.

Os dados fazem parte do índice de preços imobiliários do idealista, que analisa valores de oferta com base nos anúncios publicados na plataforma.

Comissão Europeia apresenta pacote de combate aos incêndios florestais para 2026

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A Comissão Europeia apresenta hoje o pacote europeu relativo à capacidade de combate aos incêndios florestais para 2026, um conjunto de medidas e recursos destinados a reforçar a prevenção, preparação e resposta a incêndios em toda a União Europeia durante a próxima época de maior risco.

No âmbito desta apresentação, realiza-se esta tarde, às 15h00 (hora de Lisboa), um briefing técnico online dirigido a jornalistas portugueses interessados nesta temática. A sessão conta com a participação do Dr. João Silva, responsável pela área dos incêndios florestais na Direção-Geral da Proteção Civil e das Operações de Ajuda Humanitária Europeias (DG ECHO) da Comissão Europeia.

O briefing decorre em língua portuguesa e as intervenções serão realizadas em regime on the record, permitindo a sua utilização pelos órgãos de comunicação social.

Face à crescente importância da cooperação europeia no combate aos incêndios florestais, especialmente em países mediterrânicos como Portugal, a iniciativa pretende apresentar os meios e capacidades que estarão disponíveis através dos mecanismos europeus de proteção civil durante 2026.

O EUROPE DIRECT Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, centro de informação europeia sediado em Mértola e acolhido pela ADPM – Associação de Defesa do Património de Mértola, destaca a relevância desta matéria para todo o território nacional e sublinha a importância de uma resposta coordenada entre os Estados-Membros para enfrentar os desafios colocados pelos incêndios rurais e pelas alterações climáticas.

A apresentação do pacote europeu permitirá conhecer as principais novidades previstas para o próximo ano, bem como os recursos que poderão ser mobilizados em situações de emergência.

ANAFRE defende um “regime fiscal especifico” para as freguesias

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A ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias defende um novo modelo fiscal, e vai dizê-lo, e reivindica-lo junto do governo, por achar que é injusto que o atual regime não é equitativo.

Em declarações à Rádio Castrense, António Grade, da delegação de Beja da ANAFRE, realça que as instituições que trabalham para as pessoas, como é o caso das freguesias, não podem pagar o mesmo IVA que uma outra empresa.

António Zambujo abre nova data no Pax Julia após elevada procura

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A forte procura de bilhetes para o concerto de António Zambujo em Beja levou à abertura de uma nova data no Pax Julia – Teatro Municipal. O espetáculo está agendado para o dia 9 de outubro de 2026 e integra “Oração ao Tempo”, o mais recente ciclo criativo do artista.

Reconhecido como uma das vozes mais marcantes da música portuguesa, António Zambujo regressa assim ao palco bejense para um concerto que promete proporcionar momentos de grande emoção e proximidade com o público.

Os bilhetes ficam disponíveis para venda a partir das 17h30 desta terça-feira, 2 de junho, na bilheteira do Pax Julia – Teatro Municipal e através da plataforma BOL.pt.

A abertura desta nova sessão surge na sequência da elevada procura registada para o espetáculo inicialmente anunciado, reforçando a expectativa em torno do regresso de António Zambujo a Beja.

Seniores do HCP Grândola sagram-se campeões e garantem subida à 2.ª Divisão

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A equipa sénior do Hóquei Clube Patinagem de Grândola (HCPG) conquistou o primeiro lugar do Campeonato Nacional da 3.ª Divisão – Zona Sul “B”, assegurando a subida à 2.ª Divisão – Zona Sul na próxima temporada.

A confirmação do título aconteceu na última jornada da competição, disputada no dia 31 de maio, com o conjunto alentejano a vencer o GD Sesimbra por expressivos 8-3. A vitória permitiu ao HCPG fechar a época no topo da classificação, concretizando o objetivo da subida de divisão.

Os golos da formação de Grândola foram apontados por Martim Gomes, autor de três golos, Santiago Herrero e João Correia “Parracho”, ambos com dois tentos, e Tomás Soria, que também inscreveu o seu nome na lista de marcadores.

Com este resultado, a equipa da Vila Morena celebra uma temporada de sucesso, marcada pela consistência exibicional e pela concretização de uma ambição há muito perseguida pelo clube e pelos seus adeptos.

Apesar da festa da conquista do campeonato, a época ainda não terminou para os grandolenses. Segue-se agora a fase de apuramento de campeão nacional da 3.ª Divisão, onde o HCPG irá medir forças com os vencedores das restantes zonas da competição.

Para já, é tempo de celebração em Grândola, que vê o seu clube regressar aos patamares mais elevados do hóquei em patins nacional.

Vinhos do Alentejo geram 1,45 mil milhões de euros para a economia nacional e lançam plataforma inovadora de dados

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A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) apresentou a plataforma Data+, uma ferramenta inovadora de controlo e rastreabilidade da fileira vitivinícola regional que reúne mais de cinco milhões de dados e permite acompanhar a evolução da produção e dos mercados ao longo de mais de 15 anos.

A iniciativa foi acompanhada pela divulgação de um estudo socioeconómico da Universidade Nova SBE, que conclui que os Vinhos do Alentejo geram mais de 1,45 mil milhões de euros para a economia portuguesa. Segundo o estudo, o setor contribui com cerca de 673 milhões de euros para o PIB nacional, gera 95 milhões de euros em receitas fiscais e sustenta mais de 21 mil empregos diretos.

Os dados destacam ainda o peso da região na produção nacional, representando 16,4% da produção total de vinho, 16,8% dos vinhos DOP e 19% dos vinhos IGP.

Estas iniciativas integram o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, que define as prioridades do setor para os próximos anos. O documento prevê um crescimento de 41,1% no volume de negócios até 2030, equivalente a mais 158,9 milhões de euros, através da valorização dos vinhos, reforço da internacionalização, crescimento do enoturismo e aposta contínua na sustentabilidade.

“Olha o Sol Que Vai Nascendo” leva criação comunitária a três espaços da cidade

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A associação Ressurrectos apresenta hoje, 2 de junho, pelas 18h00, no Bairro das Pedreiras, a criação comunitária “Olha o Sol Que Vai Nascendo”, desenvolvida no âmbito do projeto Capitães da Esperança, que reúne crianças dos Bairros das Pedreiras e da Esperança, jovens com mais de 60 anos e habitantes do Centro Histórico.

O espetáculo nasce de um processo coletivo de encontro entre gerações e territórios, construído a partir de diferentes formas de olhar e viver a cidade. Em conjunto, os participantes transformam experiências e memórias em ação performativa, explorando a relação com o espaço urbano e as dinâmicas da vida em comunidade.

Em cena, caixas, fitas, mapas e linhas são reimaginados como ruas, praças, caminhos, fronteiras e possibilidades. Entre organização e desvio, medida e improviso, a performance propõe um olhar sobre as barreiras — visíveis e invisíveis — que atravessam a cidade e as relações entre quem a habita.

Com o mote “Tira os olhos do chão, vem ver a luz”, a criação convoca ainda o imaginário de José Afonso e dos seus Índios da Meia Praia, convidando o público a refletir sobre pertença, participação e esperança através da arte comunitária.

A apresentação integra o ciclo do projeto Capitães da Esperança e acontece no espaço do Bairro das Pedreiras, abrindo mais um momento de partilha entre participantes e comunidade.