Nuno Faustino alerta para dificuldades na fileira do porco alentejano.
O presidente da Associação de Criadores de Porco Alentejano (ACPA), Nuno Faustino, voltou a alertar para os desafios que afetam o setor, sublinhando o impacto da seca, o aumento dos custos de produção e a fragilidade económica das explorações.
Em declarações à Rádio Castrense, o responsável da ACPA afirma que a atividade enfrenta um período de forte pressão e que a continuidade de muitas explorações pode estar em risco.
Nuno Faustino destaca que a falta de pastagens e de água tem prejudicado a montanheira, etapa essencial para a engorda do porco alentejano, levando a animais mais leves e a menores rendimentos para os produtores.
O dirigente refere ainda que os custos com rações e combustíveis agravaram a situação, num contexto em que a fileira também sofre com a redução do efetivo e com a vulnerabilidade do território às alterações climáticas.
.O presidente da ACPA defende medidas de apoio mais ajustadas à realidade do Baixo Alentejo e do Algarve, argumentando que estas regiões necessitam de uma diferenciação positiva nas ajudas ao setor agropecuário. Para Nuno Faustino, sem respostas estruturais, a pecuária poderá tornar-se residual em parte do sul do país.



















