A Guarda Nacional Republicana deteve (GNR), até ao passado dia 17 de abril de 2026, um total de 59 pessoas pelo crime de incêndio em território nacional, revelando dados que apontam para uma forte componente de negligência na origem dos fogos rurais.
De acordo com a GNR, 57 das detenções estão associadas a comportamentos desadequados no uso do fogo, nomeadamente queimas e queimadas de sobrantes que acabaram por se descontrolar.
Em termos geográficos, os distritos de Braga e Vila Real registam o maior número de detenções, com 14 casos cada, seguidos de Leiria com 10. No distrito de Beja não se registaram detenções até à data.
Relativamente à faixa etária dos detidos, a maioria situa-se entre os 41 e os 64 anos, evidenciando que os comportamentos negligentes abrangem sobretudo população adulta.
No âmbito da operação “Floresta Segura 2026”, a GNR já sinalizou 7.664 terrenos para limpeza obrigatória, um número inferior ao registado em 2025, quando foram identificados 10.417 terrenos em incumprimento.
Quanto à área ardida, os dados provisórios indicam que, até 15 de abril de 2026, já arderam 7.675 hectares, um valor significativamente superior ao total registado em 2025.
A GNR recorda que a floresta ocupa mais de um terço do território nacional e reforça a importância de comportamentos responsáveis por parte da população, apelando ao cumprimento das regras no uso do fogo.
Através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), a Guarda mantém-se atenta e disponível para atuar na prevenção e fiscalização, sublinhando que a segurança das populações e a preservação do património natural dependem do contributo de todos.
























