A Guarda Nacional Republicana (GNR) assinala 20 anos de atividade das Equipas Helitransportadas de Ataque Inicial (EHATI), responsáveis por mais de 81 mil intervenções no combate a incêndios rurais desde 2006.
De acordo com a GNR, através da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), estas equipas registam historicamente uma eficácia de cerca de 96% na contenção de incêndios na fase inicial, evitando que muitos fogos evoluam para ocorrências de maiores dimensões.
O modelo de intervenção combina meios aéreos e terrestres, permitindo uma resposta rápida aos incêndios. Cada equipa é constituída por cinco militares especializados, transportados por helicóptero até à linha de fogo.
No terreno, os militares realizam operações de combate direto com ferramentas manuais, enquanto o helicóptero presta apoio através de descargas de água ou espuma. O objetivo é controlar e extinguir o incêndio numa fase em que ainda é possível intervir com meios limitados.
Atualmente, a GNR dispõe de um dispositivo permanente com 56 subunidades operacionais distribuídas pelo território nacional, mantendo equipas móveis em ações de patrulhamento preventivo e vigilância em zonas identificadas como prioritárias.
Primeira missão realizou-se em Figueiró dos Vinhos
A criação destas equipas surgiu na sequência dos grandes incêndios florestais de 2003 e 2005, que evidenciaram a necessidade de reforçar os meios profissionais de intervenção rápida.
Em 2006 foi criado o Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS), estrutura que deu origem à atual UEPS.
A primeira missão helitransportada de ataque inicial realizou-se a 18 de maio de 2006, num incêndio rural em Colmeal, no concelho de Figueiró dos Vinhos. A equipa foi projetada a partir do Centro de Meios Aéreos do Cabeço do Peão.
Desde então, foram realizadas mais de 81 mil intervenções helitransportadas de combate a incêndios em todo o território continental.
Tecnologia também apoia operações no terreno
Para além do combate direto às chamas, as equipas desempenham um papel importante na recolha e transmissão de informação para os centros de comando.
Através de imagens aéreas, georreferenciação das forças e transmissão de dados em tempo real, os militares contribuem para uma melhor avaliação da situação no terreno e para a decisão sobre o envio de reforços.
A intervenção da GNR abrange ainda outras fases da gestão do fogo rural, incluindo sensibilização, fiscalização preventiva, investigação das causas dos incêndios e validação das áreas ardidas.
Ao assinalar duas décadas de atividade, a GNR destaca o contributo destas equipas para a proteção das populações, dos bens e da floresta nacional.



















