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FACECO regressou aos quatro dias e ultrapassou a barreira dos 50 mil visitantes

A edição deste ano da FACECO (Feira de Atividades Económicas do Concelho de Odemira) ficou marcada pelo aumento do número de expositores, pela recuperação de raças autóctones e pelo anúncio da discussão pública da revisão do Plano Diretor Municipal.

O retorno ao formato de quatro dias

A FACECO somou mais um dia ao seu certame este ano, regressando ao formato de quatro dias que já tinha testado em edições anteriores. A confirmação foi feita pelo presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, que justificou a decisão com o feedback dos próprios empresários. De acordo com o autarca, os expositores sempre transmitiram a ideia de que a feira representa um investimento importante em termos empresariais e que a duração de apenas três dias se tornava curta para o esforço financeiro e logístico realizado pelas empresas.

Apesar de reconhecer que um dia extra exige maior disponibilidade e esforço por parte de alguns participantes, Hélder Guerreiro considerou que responder a esta solicitação foi a decisão ideal. O balanço desta alteração revelou-se bastante positivo, permitindo que o concurso da vaca da raça Limousine se estendesse ao longo de todo o certame e promovendo uma maior abrangência e diversidade na oferta cultural do evento.

Crescimento no tecido empresarial e recorde de público

Os números desta edição validam o balanço positivo do município, registando-se “um crescimento significativo no número de empresas presentes”. A feira passou de cerca de 320 expositores no ano anterior para um total de 366 expositores este ano, “o que reflete um claro incremento de interesse por parte do setor empresarial”.

Este dinamismo atraiu também uma adesão massiva de público, alinhada com a tendência de crescimento gradual e sustentado que o certame tem registado ao longo dos anos. A FACECO “quebrou assim uma fasquia histórica”, estimando-se que, com a contabilização do público esperado até este domingo, o evento atinja uma assistência global entre 52 mil e 53 mil visitantes. “Trata-se da primeira vez que a feira ultrapassa a barreira das 50 mil pessoas” frisa o autarca de Odemira.

Para a realização do certame, a autarquia investiu um valor a rondar os 370 mil euros, montante que já estava salvaguardado no plano anual de atividades. No entanto, o presidente da Câmara sublinhou que, mais do que os recordes estatísticos, o foco principal da organização continua a ser a satisfação dos expositores e a garantia de uma boa experiência para as famílias e amigos que visitam o recinto.

Preservação de Raças Autóctones e sustentabilidade

No plano agrícola e pecuário, o autarca destacou com particular orgulho os progressos alcançados na preservação da raça caprina Charnequeira e da raça bovina Garvonesa. Graças a um trabalho conjunto com a Caprimeira e a Ovibeira, foi possível reabrir o livro genealógico da raça Charnequeira e registar mais de 850 animais que estavam por inscrever há vários anos, culminando na realização do primeiro concurso de âmbito nacional desta raça na FACECO, que atraiu criadores de concelhos como Santiago do Cacém e Castelo Branco.

No que toca à raça Garvonesa, que se encontra em pleno processo de reinstalação e recuperação no concelho, o certame acolheu um concurso de novilhas. O projeto conta atualmente com seis criadores em Odemira e perspetiva-se a adesão de novos produtores a curto prazo. Hélder Guerreiro explicou que a reintrodução e valorização destas raças no ecossistema local é crucial, pois ajuda a reanimar a produção pecuária na zona mais nascente do concelho, contribui para a valorização de fileiras de carne diferenciadas e assume um papel relevante na mitigação dos efeitos das alterações climáticas e na prevenção de incêndios.

Nova marca territorial e discussão pública do PDM

A feira serviu também de palco para o lançamento da nova marca corporativa “O de Odemira”, um selo territorial que pretende abranger todas as fileiras dos principais produtos locais, promovendo a sua diferenciação e facilitando o acesso a mercados mais competitivos.

Paralelamente, o certame marcou o arranque da discussão pública da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM). Após esta primeira apresentação geral na feira, que incluiu a proposta específica para a freguesia de São Teotónio, a autarquia irá percorrer todas as freguesias do concelho nos próximos 15 dias para promover o debate público e realizar atendimentos descentralizados, tornando este importante instrumento de planeamento acessível a todos os cidadãos.

A fechar as suas declarações, Hélder Guerreiro deixou um agradecimento público aos trabalhadores do Município e da Junta de Freguesia de São Teotónio pelo empenho na organização e montagem do certame, bem como aos órgãos de comunicação social pelo papel fundamental na divulgação do evento.

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