Apenas 4% das casas colocadas à venda na cidade de Beja foram vendidas em menos de sete dias, no terceiro trimestre de 2026. No distrito, a percentagem foi de 6%, com 43% dos imóveis a permanecerem no mercado entre três meses e um ano.
Beja destaca-se entre os mercados imobiliários nacionais pela menor percentagem de vendas rápidas. De acordo com uma análise do idealista, divulgada esta terça-feira, 20 de outubro, apenas 4% das casas anunciadas para venda na capital do Baixo Alentejo foram vendidas em menos de uma semana, durante o terceiro trimestre deste ano.
Os dados colocam Beja no último lugar entre as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, num período em que, a nível nacional, 12% dos imóveis foram vendidos em menos de sete dias.
A nível distrital, o cenário é semelhante. No distrito de Beja, 6% das casas foram vendidas em menos de uma semana, uma percentagem que contrasta com os valores registados na ilha de São Miguel, onde este indicador atingiu os 19%, em Viana do Castelo, com 18%, e no Porto, com 17%.
Maioria das vendas no distrito demora vários meses
A análise do idealista revela que, no distrito de Beja, 43% dos imóveis vendidos permaneceram no mercado entre três meses e um ano. Esta é uma das percentagens mais elevadas do país neste intervalo temporal, apenas atrás de Bragança, Viseu e Castelo Branco.
Na cidade de Beja, 45% das casas vendidas estiveram anunciadas entre três meses e um ano, o que evidencia um ritmo de comercialização mais prolongado.
Os dados apontam, assim, para um mercado onde as vendas imediatas têm menor expressão e uma parte significativa dos imóveis necessita de vários meses até encontrar comprador.
A nível nacional, cerca de uma em cada oito casas vende-se em menos de sete dias
Em Portugal, 12% das casas anunciadas para venda no terceiro trimestre de 2026 foram vendidas em menos de uma semana, segundo o estudo do idealista.
Outros 18% dos imóveis foram vendidos entre uma semana e um mês, enquanto 27% encontraram comprador num período de um a três meses.
A maior fatia, correspondente a 37%, permaneceu no mercado entre três meses e um ano. Já 6% das casas estiveram anunciadas durante mais de um ano.
Entre as cidades analisadas, Ponta Delgada apresentou a maior percentagem de vendas em menos de sete dias, com 16%, seguindo-se Aveiro, com 15%, e Porto, com 14%.
Os dados permitem comparar o tempo necessário para vender habitação nas diferentes regiões do país, evidenciando diferenças significativas entre os mercados imobiliários locais.





















