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Baixo Alentejo: Quatro municípios exigem esclarecimentos urgentes à Ministra da Saúde por risco de perda de fundos do PRR

As Câmaras Municipais de Castro Verde, Moura, Ourique e Serpa emitiram uma tomada de posição pública conjunta onde exigem que o Ministério da Saúde esclareça, de forma célere e concreta, o calendário para uma solução alternativa de financiamento para as obras nos centros de saúde locais. Em causa está o risco “muito elevado” de se perderem as verbas do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

As quatro autarquias consideram “incompreensível” que a tutela não tenha acautelado fontes de financiamento alternativas a tempo, evitando os graves percalços que agora ameaçam as empreitadas em curso. Os municípios revelam ainda que, logo no início de fevereiro de 2026, alertaram pessoalmente a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, para este cenário previsível.

Ao todo, os investimentos em risco somam mais de 5,3 milhões de euros no Baixo Alentejo:

  • Castro Verde: Requalificação do Centro de Saúde e ampliação do Serviço de Urgência (€ 2.140.625,29);
  • Moura: Requalificação do Centro de Saúde (€ 1.976.530,31);
  • Serpa: Renovação e ampliação da Extensão de Saúde de Vila Nova de S. Bento (€ 698.797,13);
  • Ourique: Requalificação da Extensão de Saúde de Garvão (€ 565.061,45).

Autarquias dizem-se “entre a espada e a parede” após a ACSS rescindir contratos

As autarquias sublinham que a obrigação de requalificar estes equipamentos é exclusiva do Ministério da Saúde e que os municípios apenas assumiram a liderança dos processos para acelerar a resolução de problemas que persistem há anos.

O desagrado com a atuação da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) é evidente no comunicado:

“É inaceitável que as Câmaras Municipais tenham substituído o Ministério da Saúde nas suas responsabilidades e, agora, o próprio Ministério da Saúde (através da ACSS) rescinda contratos e esteja a ‘puxar o tapete’ às Câmaras Municipais.”

As autarquias recusam ficar numa situação de indefinição complexa, “entre a espada e a parede”, e alertam que a falta de uma resposta rápida por parte do Governo poderá ditar a paragem imediata de todas as obras em curso, gerando um impasse grave na prestação de cuidados de saúde às populações do distrito de Beja.

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