Paulo Arsénio, antigo presidente da Câmara Municipal de Beja eleito pelo Partido Socialista, e atual vereador da oposição, critica a decisão de não se instalar em Beja uma escola de formação de pilotos que estaria a ser equacionada pela companhia aérea alemã Lufthansa. O antigo autarca considera que “a cidade perdeu uma oportunidade importante de desenvolvimento económico” e questiona os motivos que levaram à escolha de Tancos.
Numa publicação nas redes sociais, Paulo Arsénio afirma “ter agora conhecimento de que a Lufthansa terá desenvolvido esforços para que a escola pudesse ficar instalada em Beja”, considerando que se tratava “de uma oportunidade rara, com potencial para gerar benefícios duradouros para o concelho e para toda a região”.

O antigo presidente da autarquia bejense estabelece uma comparação com o negócio anunciado de 590 milhões de euros envolvendo a Força Aérea Grega e a aquisição de aeronaves KC-390 a Portugal. Na sua perspetiva, “trata-se essencialmente da compra de três aviões e da formação das respetivas tripulações”, considerando que “o projeto terá um impacto limitado na economia local e regional, uma vez que a maior parte do valor corresponde à aquisição das aeronaves”.
Em contrapartida, Paulo Arsénio defende que “a instalação de uma escola permanente de formação de pilotos, destinada a profissionais de vários países europeus e operada pela Lufthansa, poderia representar um investimento com efeitos mais significativos na economia de Beja, através da criação de atividade e da atração de pessoas e serviços”.
Perante esta situação, o antigo autarca levanta várias questões sobre o processo de decisão, nomeadamente “as razões que justificaram a escolha de Tancos em detrimento de Beja, as entidades que emitiram pareceres sobre as possíveis localizações e o respetivo conteúdo”.
Paulo Arsénio questiona ainda “quem terá impedido a Lufthansa de instalar a escola em Beja”, defendendo a necessidade de esclarecer uma decisão que, na sua opinião, “poderá ter feito a cidade e a região perder uma oportunidade de desenvolvimento de caráter permanente”.



















