O preço das casas à venda em Beja aumentou 17,6% em outubro, face ao mesmo mês de 2025, colocando a capital do Baixo Alentejo entre as cidades do país onde a habitação mais encareceu. Os dados são do índice de preços do idealista, divulgado esta segunda-feira, 2 de novembro.
Apesar da forte subida, Beja continua a apresentar valores abaixo dos registados nos principais centros urbanos nacionais. No final de outubro, o preço mediano de uma casa na cidade situava-se nos 1.573 euros por metro quadrado, um dos valores mais baixos entre as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas.
A nível nacional, o mercado da habitação manteve a tendência de subida. Comprar casa em Portugal custava, em média mediana, 3.249 euros por metro quadrado no final de outubro, mais 7,5% do que há um ano. Na comparação com julho, a valorização foi de 1,2%.
Entre as capitais de distrito, Beja apresentou a terceira maior subida anual, apenas atrás de Vila Real, com 20,3%, e da Guarda, com 18,4%. Leiria, com 16,9%, e Faro, com 15,5%, também registaram aumentos expressivos.
No conjunto dos distritos e ilhas, o território de Beja registou uma valorização de 16,8% no último ano. Este resultado coloca-o entre os mercados com maiores aumentos, numa lista liderada pela ilha de Porto Santo, com 25%, e pela ilha Terceira, com 24,5%. Portalegre, com 23,6%, Évora, com 21,5%, e Santarém, com 19,7%, também tiveram subidas superiores às verificadas no distrito de Beja.
O preço mediano da habitação no distrito fixou-se nos 1.580 euros por metro quadrado, um valor que permanece distante dos mercados mais caros do país. Lisboa lidera esta tabela, com 4.835 euros por metro quadrado, seguindo-se Faro, com 4.231 euros, e a ilha de Porto Santo, com 4.167 euros.
Alentejo é a região com maior subida dos preços
A tendência de valorização é particularmente acentuada no Alentejo. De acordo com os dados do idealista, a região registou um aumento anual de 14,3%, o mais elevado a nível nacional.
Seguem-se a Região Autónoma dos Açores, com 13,9%, e a região Centro, com 12,5%. No extremo oposto está o Norte, onde os preços cresceram 3,8%.
Apesar da subida, o Alentejo continua a apresentar preços inferiores aos das regiões mais caras. O valor mediano regional atingiu os 2.228 euros por metro quadrado. A Área Metropolitana de Lisboa mantém-se como a região mais dispendiosa, com 4.525 euros, seguida do Algarve, com 4.231 euros, e da Madeira, com 3.779 euros.
Nova metodologia no índice
O idealista indica que atualizou a metodologia utilizada no cálculo do índice de preços da habitação, com novos filtros destinados a excluir anúncios de arrendamento sazonal ou de férias e um reforço dos mecanismos estatísticos de deteção de valores anómalos.
A metodologia foi aplicada retroativamente à série histórica, de forma a permitir a comparação dos dados ao longo do tempo. O índice baseia-se nos preços de oferta dos imóveis anunciados na plataforma, calculados a partir da área construída e através da mediana dos anúncios considerados válidos.



















