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Ministra do Ambiente e Energia destaca Castro Verde como “exemplo de conciliação entre desenvolvimento económico e preservação ambiental”

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, apontou o concelho de Castro Verde como um modelo nacional na capacidade de harmonizar o crescimento económico e social com a proteção da natureza. As declarações foram proferidas durante a cerimónia de inauguração da 5.ª edição do Festival Castro Mineiro.

Perante uma plateia que reunia autarcas, representantes do setor mineiro — com destaque para a Somincor — e entidades regionais, a governante sublinhou que a articulação entre sustentabilidade e progresso económico é a trave-mestra da atuação do seu Gabinete.

«Conciliar a luta contra as alterações climáticas, a proteção do ambiente, a proteção da natureza e da biodiversidade com o desenvolvimento económico e social é um princípio orientador das nossas políticas. E se há um local em que isso é evidente, esse é exatamente esta região e Castro Verde», afirmou a ministra.

O peso da tradição mineira e a transição energética

Na sua intervenção, Maria da Graça Carvalho recordou a longa história de extração mineral do concelho, que teve um impulso decisivo com a descoberta de depósitos no final da década de 1970 e a subsequente exploração de Neves-Corvo. A governante enfatizou o papel impulsionador da Somincor no ecossistema socioeconómico local e nacional.

«Hoje, as jazidas exploradas pela Somincor colocam-nos entre os maiores produtores de cobre e zinco da Europa, dão um forte contributo ao Produto Interno Bruto nacional e permitem que milhares de trabalhadores das minas gozem de um nível salarial ao nível das maiores cidades do país», salientou.

A titular da pasta do Ambiente vincou ainda que os minérios extraídos em solo castrense desempenham um papel decisivo nos objetivos estratégicos de descarbonização do país:

«Dão também um contributo essencial para a transição energética e para a mobilidade elétrica — políticas que são uma grande prioridade para Portugal.»

Sustentabilidade e compromisso com o território

Para além do impacto financeiro e laboral, a ministra fez questão de elogiar a forma como a atividade industrial e a vida comunitária têm sido geridas com elevado rigor ambiental, provando que a produção mineira e a ecologia não são conceitos incompatíveis.

«Há poucos locais em Portugal onde seja tão evidente que essa dupla ambição não é uma utopia, mas sim algo que se pode alcançar. Não é fácil conciliar um desenvolvimento do tipo mineiro com todo este valor ambiental, mas Castro Verde consegue ser um modelo para o país», frisou.

A governante destacou as medidas de responsabilidade ambiental aplicadas no concelho, tais como a aposta na energia fotovoltaica, a reutilização da água e o tratamento adequado dos resíduos mineiros. Lembrou ainda o valor do património natural e cultural local, referindo que o concelho integra a Rede Natura 2000, é Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO, integra a Zona Especial de Conservação do Guadiana e destaca-se na gastronomia e no Canto Alentejano.

Apoio governamental e investimentos em infraestruturas

Respondendo aos reptos deixados pelo presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, António José Brito, Maria da Graça Carvalho assegurou a total disponibilidade do Executivo para apoiar as necessidades ambientais do concelho, nomeadamente através do Fundo Ambiental.

«Levo bem presente todos os recados que o senhor presidente da Câmara nos deixou. Irei passar as mensagens aos meus colegas e, no que respeita ao Ministério do Ambiente, pode contar connosco para cuidar da qualidade da água e das infraestruturas através do Fundo Ambiental», garantiu.

A ministra concluiu a sua intervenção felicitando a população e as autarquias locais, reiterando o compromisso de cooperação contínua para garantir que o crescimento económico de Castro Verde prossiga em pleno alinhamento com a proteção do seu ecossistema.

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