O secretário-geral do Partido Comunista Português, Paulo Raimundo, defendeu que o Governo deve assegurar que nenhum estudante seja prejudicado pelos problemas registados na classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário.
As declarações foram feitas durante a participação no Passeio das Mulheres CDU – Porto, realizado em Vilar de Mouros, no concelho de Caminha.
Segundo o líder comunista, as dificuldades verificadas no novo sistema de correção representam um problema estrutural cuja responsabilidade cabe ao executivo. Paulo Raimundo considera que nem os professores devem ser responsabilizados pelas falhas da plataforma, nem os alunos podem sofrer consequências devido aos constrangimentos registados.
O dirigente do PCP manifestou ainda dúvidas de que existam, neste momento, garantias suficientes para impedir que os estudantes sejam afetados pelos atrasos e problemas técnicos. Na sua opinião, o Governo terá de apresentar soluções concretas para assegurar a equidade no processo de avaliação.
Paulo Raimundo criticou igualmente a resposta inicial do executivo, acusando-o de evitar assumir responsabilidades perante a situação.
Este é o primeiro ano em que todas as provas nacionais dos 11.º e 12.º anos são corrigidas em formato digital. Após a realização dos exames, as mais de 300 mil provas foram digitalizadas antes de serem distribuídas aos professores classificadores.
Entretanto, o movimento S.O.S. Escola Pública denunciou que continuam a existir docentes sem acesso às provas para classificação, contestando as declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre, que afirmou que apenas um número reduzido de exames permanecia por distribuir.
Face aos problemas técnicos verificados, o Ministério da Educação decidiu alterar o calendário dos exames nacionais. O prazo para conclusão da classificação das provas foi prolongado até 14 de julho e a divulgação dos resultados passou de 14 para 17 de julho.
Também a segunda fase dos Exames Finais Nacionais sofreu alterações, passando a decorrer entre 20 e 24 de julho, em vez do calendário inicialmente previsto, que apontava para o período entre 16 e 22 de julho.
Rádio Castrense / Lusa



















