A Câmara Municipal de Grândola aprovou um conjunto de medidas destinadas a reforçar a atração e fixação de profissionais de saúde no concelho e na região do Alentejo Litoral, numa resposta à crescente escassez de recursos humanos no setor, que tem condicionado o acesso da população aos cuidados de saúde.
Entre as deliberações aprovadas na reunião de Câmara realizada a 2 de junho destaca-se uma moção, aprovada por unanimidade, que defende a criação de um programa de incentivo à fixação de profissionais de saúde na região. A proposta, apresentada pelo presidente da autarquia, Luís Vital Alexandre, e pelos vereadores do Partido Socialista, apela ao desenvolvimento de uma estratégia conjunta entre o Governo, a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano e os municípios da região.
O documento alerta para as dificuldades persistentes na contratação e retenção de profissionais, particularmente nos cuidados de saúde primários, e propõe a implementação de medidas concretas de incentivo à permanência destes trabalhadores no território. A moção será agora enviada à ministra da Saúde, aos presidentes de Câmara da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral e ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano.
Na mesma sessão, foi aprovada a cedência de uma habitação municipal à Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano para alojamento de profissionais de saúde que venham exercer funções no concelho. A habitação deverá acolher uma médica já durante este mês, sendo que o município assumirá também os custos associados ao imóvel, incluindo despesas de água, eletricidade e gás.
Segundo a autarquia, esta medida pretende reduzir os constrangimentos relacionados com a deslocação e instalação dos profissionais, tornando mais atrativa a fixação de médicos e outros técnicos de saúde em Grândola.
Foi ainda deliberada a abertura do procedimento para a criação do Regulamento Municipal da Bolsa Estratégica de Habitação para Fixação de Profissionais de Serviços Públicos Essenciais. A iniciativa abrangerá áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação, proteção civil e forças de segurança, prevendo apoios habitacionais e outros incentivos destinados a promover a permanência destes profissionais no concelho.
A Câmara Municipal justifica a medida com o aumento da pressão sobre o mercado habitacional local, agravada pelo crescimento da atividade turística e pela valorização imobiliária do litoral alentejano, fatores que têm dificultado o recrutamento e a fixação de trabalhadores em setores essenciais.
Paralelamente, a autarquia solicitou uma audiência urgente à ministra da Saúde para expor a situação vivida no concelho e na sub-região do Alentejo Litoral. Na comunicação enviada ao Ministério da Saúde, o presidente Luís Vital Alexandre alertou para o risco de agravamento da falta de profissionais de saúde e sublinhou a necessidade de serem adotadas medidas urgentes para evitar uma maior fragilização dos serviços prestados à população.
A Câmara de Grândola garante que continuará a desenvolver iniciativas destinadas a reforçar a atratividade do território para profissionais de áreas estratégicas, com especial atenção ao setor da saúde.



















