O Governo defende que a nova Estratégia Nacional para a Gestão da Água, assente na construção de quatro grandes barragens e diversas charcas, é a melhor solução para garantir maior segurança e sustentabilidade no uso deste recurso em Portugal.
O plano prevê um investimento global de cerca de cinco mil milhões de euros, com financiamento proveniente do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), do programa Portugal 2030 e do Fundo Ambiental. A estratégia passa, sobretudo, pela criação de infraestruturas capazes de reter e armazenar água, numa resposta aos desafios colocados pelas alterações climáticas e pelos períodos de seca.
No entanto, esta visão não reúne consenso entre especialistas e organizações ambientais. A associação ZERO levanta reservas quanto à eficácia da medida.
Sara Correia, ambientalista da ZERO, contesta o otimismo do Governo, afirmando que “as coisas não são bem assim como o governo diz”. A especialista alerta para a necessidade de uma abordagem mais abrangente e sustentável, que vá além da construção de novas barragens e privilegie também a gestão eficiente da água, a redução de perdas e a preservação dos ecossistemas.



















