Os médicos voltam a sair à rua no próximo Dia do Trabalhador, numa manifestação no Porto, para alertar para a degradação do Serviço Nacional de Saúde e exigir medidas urgentes para o setor.
De acordo com o Sindicato dos Médicos do Norte, o SNS enfrenta uma situação crítica, marcada pela falta de profissionais, aumento das listas de espera para consultas e cirurgias, encerramento de serviços de urgência e dificuldades no acesso a cuidados de saúde. Entre os dados apontados, destacam-se mais de 1,6 milhões de utentes sem médico de família e o recurso crescente a seguros de saúde.
O sindicato acusa o Governo, liderado por Luís Montenegro, de desinvestimento no serviço público e critica também a atuação da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, apontando para o aumento da contratação de prestadores externos e para a possibilidade de transferência de unidades para modelos de gestão privada ou parcerias.
Além disso, os médicos contestam alterações laborais que, segundo o SMN, agravam a precariedade da profissão, com horários mais longos, maior desregulação e impactos negativos na conciliação entre vida profissional e familiar.
Para o sindicato, estas medidas representam “a destruição do trabalho médico e do SNS”, defendendo antes o reforço do serviço público com mais profissionais, melhores salários e condições de trabalho dignas.
A manifestação está marcada para a Avenida dos Aliados, no Porto, com ponto de encontro junto ao Café Guarany.



















