A campanha de tosquia já arrancou no Alentejo e deverá prolongar-se até meados de junho, num ano em que os produtores antecipam um aumento do número de animais e uma ligeira recuperação no mercado da lã, após um período marcado pela fraca procura.
Apesar de algum otimismo, o responsável de Sanidade e Tosquia/Lãs da ACOS – Associação de Agricultores do Sul, Miguel Madeira, sublinha a importância da organização do setor para garantir melhores resultados económicos.
“Um produtor sozinho não consegue os preços que conseguimos ao vender a lã de forma agrupada e organizada por qualidade”, afirma o responsável, destacando as vantagens da concentração da oferta e da valorização do produto.
A campanha de tosquia é uma etapa essencial na atividade pecuária da região, não só para o bem-estar animal, mas também para a valorização da lã, cuja comercialização tem enfrentado desafios nos últimos anos.
A ACOS continua a apostar na organização e certificação da lã, procurando reforçar a competitividade dos produtores e promover uma maior valorização deste recurso no mercado.



















