O uso do telemóvel durante a condução é o foco da segunda campanha do Plano Nacional de Fiscalização 2026, que decorre entre 24 de fevereiro e 2 de março sob o lema “Ligue-se à Vida – Não ao Telemóvel”, passando pelos distritos de Braga, Santarém e Aveiro. A iniciativa é promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, pela Guarda Nacional Republicana e pela Polícia de Segurança Pública, combinando ações de sensibilização com operações de fiscalização em vias de maior intensidade de tráfego.
A campanha pretende alertar os condutores para os perigos da utilização do telemóvel ao volante, comportamento que aumenta em quatro vezes o risco de acidente e provoca um tempo de reação a situações imprevistas superior ao efeito de uma taxa de álcool no sangue de 0,8 g/l. A evidência indica ainda que, a uma velocidade de 50 km/h, desviar o olhar para o telemóvel durante apenas três segundos equivale a percorrer cerca de 42 metros sem ver a estrada, distância semelhante ao comprimento de uma fila de dez carros. Entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, a distração ao volante, incluindo o uso do telemóvel, esteve associada a 12.215 acidentes em que se apurou que pelo menos um dos condutores circulava distraído.
Para além do risco para a própria vida e a de terceiros, o uso do telemóvel durante a condução implica coimas entre 250 e 1.250 euros, perda de três pontos na carta de condução e inibição de conduzir por um período de um a doze meses. As ações de sensibilização decorrem em simultâneo com as operações de fiscalização em vários pontos do país, incluindo Braga, Santarém, Torres Novas e Albergaria-a-Velha, envolvendo forças de segurança e entidades regionais.
Esta é a segunda de um total de 11 campanhas previstas no Plano Nacional de Fiscalização 2026, que decorrem até novembro e que mantêm os principais temas trabalhados em anos anteriores, como velocidade, álcool, dispositivos de segurança, telemóvel e veículos de duas rodas a motor, acrescentando agora um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis. As entidades promotoras recordam que a sinistralidade rodoviária não é uma fatalidade e que as suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos seguros na estrada, apelando aos condutores para desligarem o telemóvel e se ligarem à vida.
















